Em 2017 Pinheiro Neto Advogados completa 75 Anos. Ao olhar para trás, temos convicção de nossas raízes fortes—que nos permite compreender o momento presente e olhar para frente—nos mantendo firmes no propósito de antecipar o futuro.

“A firma de advogados como conhecemos hoje no Brasil foi uma iniciativa do Pinheiro, que,
ao fundar seu escritório, alterou todo o conceito não só da advocacia, mas do próprio advogado.”

— O Advogado, Rodrigo Leal Rodrigues, 2004

visões de futuro

Estimulamos nosso time a olhar além e pensar
o que mudará nos próximos 75 anos – no Direito,
na advocacia, no ambiente de negócios, etc.
Selecionamos 75 pensamentos e convidamos
você a navegar por essas ideias.

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  • JORGE N. F. LOPES JUNIOR
    JORGE N. F. LOPES JUNIOR Sócio Conosco desde 2000

    As inovações tecnológicas deverão pautar o ritmo das mudanças do mundo. Os próximos 75 anos deverão trazer mudanças drásticas na forma como se desenvolvem relações humanas e econômicas, com a presença mais significativa da inteligência artificial em cada aspecto da vida cotidiana, de modo que o trabalho jurídico deve também ser profundamente alterado. Nosso desafio nesse contexto parece ser buscar ao máximo estar à frente desse processo de mudança e, ao mesmo tempo, preservar a cultura sólida que nos formou e nos identifica como instituição. Tenho certeza de que vamos conseguir!

  • MAURO BERENHOLC
    MAURO BERENHOLC Sócio Conosco desde 2000

    Nos próximos 75 anos as inovações tecnológicas trarão maior prosperidade e aproximarão mais as pessoas, e o Direito será um instrumento ainda mais valioso para se alcançar um mundo mais justo.

  • MÁRCIA L. B. GIRALDO
    MÁRCIA L. B. GIRALDO Finanças Conosco desde 2001

    A computação cognitiva ocupará o espaço dos profissionais de várias áreas, podendo atingir também profissionais da área jurídica, pois a Inteligência Artificial substituirá muitas das tarefas atualmente realizadas por pessoas, devido sua capacidade de analisar dados para encontrar padrões, realizar testes, analisar e avaliar informações para produzir um conjunto de resultados. O mundo estará totalmente conectado por sensores e suportado pela Internet das Coisas (Internet of Things). A justiça estará operando em modelo similar ao blockchain, o que permitirá a formação de uma entidade virtual, que autenticará a verdade, a razão, a causa, o efeito e a pena com base na jurisdição combinada de bilhões de processos correlacionados.

  • MARÍLIA DE CARA
    MARÍLIA DE CARA Associada Conosco desde 2004

    Nos próximos anos, assistiremos à automatização de certas atribuições do advogado. De auditorias à elaboração de minutas e exame de jurisprudência, a inteligência artificial executará diversos trabalhos em menos tempo e com custo reduzido. Se por um lado essa mecanização prejudicará a percepção do valor do trabalho jurídico pelo cliente, por outro ajudará a resgatar a pessoalidade nas relações cliente-advogado. Os valores individuais, a cultura, a sensibilidade e a capacidade de improviso diante do complexo e do imprevisível serão o novo selo dos grandes advogados. Mais do que profissionais tecnicamente capacitados, os clientes buscarão pessoas aptas a demonstrar empatia e a superar a análise robotizada de questões jurídicas.

  • RODRIGO PERSONE P. CAMARGO
    RODRIGO PERSONE P. CAMARGO Sócio Conosco desde 1996

    O mercado jurídico mudará consideravelmente nos próximos anos em razão do avanço extraordinariamente rápido da tecnologia nos trabalhos que hoje desenvolvemos. Tenho a convicção que um trabalho de excelência como o nosso não será substituído por máquinas e softwares, mas para continuarmos na vanguarda é necessário reconhecermos que teremos que nos adaptar a essa nova realidade com criatividade, sendo mandatório estarmos conectados e aptos a absorvermos as mudanças que certamente virão, buscando uma constante atualização. Tenho convicção que nossa cultura de equipe, os profissionais diferenciados que possuímos, os valores e a estrutura sólida que conquistamos permitirão que tenhamos sucesso nos próximos 75 anos. Acredito muito na nossa força coletiva e na perenidade da firma! Assim o navio escola poderá continuar navegando em qualquer tipo de mar sem perder seus valores e princípios.

  • ANTONIO MARTINS
    ANTONIO MARTINS Paralegal Conosco desde 1990

    No Brasil, apoio da população às entidades de controle do Estado e ruptura do modelo de política praticado. O país deve se reestruturar em busca de unicidade. Desenvolvimento da educação, do empreendedorismo e da filantropia. Foco no fazer juntos.

  • CARLOS HENRIQUE TRANJAN BECHARA
    CARLOS HENRIQUE TRANJAN BECHARA Sócio Conosco desde 1990

    Nos próximos 75 anos, a tendência de se viver em um mundo de negócios cada vez mais globalizado só irá se confirmar. Por isso, o treinamento dos nossos profissionais para uma atuação em alto nível nesse mundo sem fronteiras será cada vez mais importante.
    Imagino, ainda, que escritórios completos, com placa forte e respeitada, como Pinheiro Neto Advogados, terão ainda mais peso na advocacia do que profissionais considerados individualmente – por mais brilhantes que sejam.

    Enfrentaremos uma realidade ainda mais informatizada. A robotização das atividades está chegando com tudo ao mundo do Direito e o nosso desafio será dosar o uso desses instrumentos mais modernos com sabedoria, de modo a manter o nosso estilo e o alto nível de atendimento aos nossos clientes. Mas é fato que estaremos ainda mais dependentes do uso da tecnologia para a prática diária de nossas atividades.

    Em outra frente, imagino que nos próximos 75 anos surgirão novos ramos autônomos no Direito, a serem estudados nas universidades com maior profundidade, principalmente aqueles ligados à novíssima era virtual que bate a nossa porta.

  • JOÃO MARCELO PACHECO
    JOÃO MARCELO PACHECO Sócio Conosco desde 1998

    Sou otimista e acredito que o Brasil terá superado seus principais entraves, subindo consideravelmente na escala de desenvolvimento socioeconômico. Viveremos em um mundo cada vez mais conectado, onde agilidade será obrigação e não mais diferencial. Devemos estar prontos para lidar com novos agentes, que chegam em profusão e com competência para atuar nesse setor tão dinâmico. Nosso pioneirismo e excelência seguirão nos diferenciando, mas será nossa capacidade de antecipar e enfrentar os desafios que garantirá a posição de destaque que conquistamos. Devemos nos preparar diariamente. Não nos acomodar. Valorizar as pessoas que aqui trabalham e manter nosso DNA forte. Nossa cultura é nossa maior fortaleza.

  • CAIO FERREIRA SILVA
    CAIO FERREIRA SILVA Sócio Conosco desde 2001

    Ius est ars boni et aequi (O Direito é a arte do bom e do justo). Por mais anacrônica que pareça a citação de um brocardo romano neste interessante exercício de futurologia, a definição de Celso, extraída do fragmento de Ulpiano ao Digesto (D. 1, 1, 1), é incrivelmente oportuna e particularmente auspiciosa para esta análise. Afinal, é para essa mesma arte antiga do bom e do justo que o Direito, a advocacia e o escritório tendem a convergir. Os próximos 75 anos testemunharão esta constatação e revelarão mais nitidamente uma nova fronteira que já estamos cruzando, notadamente em razão do protagonismo que o acesso à informação e a tecnologia exercem – e exercerão cada vez mais vigorosamente – nas relações entre o Direito, advogados e clientes. Nesse contexto, o binômio técnica e arte, que tradicionalmente caracterizaram e definiram as ciências jurídicas (em geral) e o Direito (em particular) passará por uma completa reformulação em seu equilíbrio praticamente estático ao longo dos séculos. Com o avanço irrefreável e exponencial da tecnologia em todas as frentes afeitas ao Direito e à profissão, a técnica jurídica e todo o arsenal de conhecimento a ela atrelado deixarão de ser atributo de um bom escritório ou advogado e passarão a ser premissa de qualquer operador do direito ou trabalho jurídico, o que redundará em uma forçosa comoditização de muitas das tarefas que hoje nos são atribuídas por clientes dos mais variados perfis e indústrias. Com isso, a atuação do advogado do futuro passará a ter na arte – muito mais que na técnica –, o seu diferencial fundamental, a vantagem competitiva sem a qual advogados e escritórios perecerão em um mercado cada vez mais exigente, seletivo, convergente, dinâmico, objetivo, eficiente e racional. A pressão por custos cada vez menores e resultados cada vez mais excepcionais extirpará o trabalho comoditizado das tabelas de honorários de grandes ou pequenas bancas, já que este estará em grande parte disponível e ao alcance de todos de graça, a alguns poucos clicks de distância e em tempo praticamente real. Com o fim da assimetria de informação que nutre práticas jurídicas ao redor do globo, o que sobra? O advogado. É nesse cenário transformador e desafiador que a reinvenção da forma de se atuar como escritório e advogado é imperativa, ao menos àqueles que pretendem continuar fazendo o que fazem e sobreviverem disso. A arte na prática do Direito estará cada vez mais intricada à capacidade de escritórios e advogados de agregar valor a demandas e projetos cada vez maiores, sofisticados e complexos, com respostas que, para muito além da técnica, não poderão prescindir de astúcia, originalidade, criatividade, talento, percepção e experiência, atributos que a tecnologia ainda não conseguiu mimetizar ou replicar satisfatoriamente. Eis aí a face mais bela e arcana da arte de advogar. O bom escritório ou o bom advogado será aquele que conseguir entregar inovações, soluções e caminhos que os algoritmos e processos que a tecnologia poderá disponibilizar a custo baixo (ou desprezível) e em tempo real não conseguirão oferecer. A excelência em um mercado estratificado e, consequentemente, homogêneo, será o novo e talvez único produto que os escritórios e profissionais que hoje se encontram na vanguarda da profissão terão a oferecer. E conseguirão cobrar muito bem por isso, já que as leis da oferta e da procura aparentemente não mudaram desde que o mundo é mundo. Em apertada síntese, mudará praticamente tudo, ao passo que o essencial deverá permanecer imutável. E o essencial na nossa profissão continuará residindo na capacidade de se (re)inventar e (re)descobrir caminhos nas situações mais obscuras, sofisticadas e complexas, quando a técnica sozinha não for mais suficiente. Prevalecerá então a velha arte do bom e do justo, que desde a antiguidade é usada pelos romanos para definir o Direito. E os artesãos que dominarem esta antiga e refinada arte certamente terão uma próspera história para contar nos próximos 75 anos.

  • LIGIA SAFRA
    LIGIA SAFRA Associada Conosco desde 2011

    Apesar de advogados, de um modo geral, serem resistentes a mudanças (principalmente tecnológicas), acho que o impacto será tão disruptivo que não haverá escolha. E por disruptivo não entendam como algo negativo. Imagino que essas novas tecnologias tornarão nosso trabalho mais eficiente e focado no resultado para o cliente.

  • TÉRCIO CHIAVASSA
    TÉRCIO CHIAVASSA Sócio Conosco desde 1993

    O Brasil será uma nação diferente, muito distante da que vemos em notícias da operação Lava Jato. O país de hoje existirá apenas nos livros de história e nosso filhos e netos viverão em um lugar sério, ético e preparado para os desafios do século XXII. É bem possível que parte dos serviços jurídicos sejam comoditizados, mas nada substituirá a criatividade – algo fundamental à profissão e que sempre diferenciou os profissionais de Pinheiro Neto na busca de soluções que agregam valor aos negócios dos clientes. Mesmo assim, devemos estar preparados para nos adaptar. Da mesma forma que o Pinheiro esteve à frente do seu tempo, pensando na perenidade do escritório, temos de enxergar as mudanças e seus impactos a fim de garantir agora uma estrutura sólida para as gerações futuras. Nosso desafio será manter a cultura, o DNA Pinheiro Neto, que destaca a força do todo independente das individualidades. Se conseguirmos isso – e acredito que conseguiremos – certamente seremos capazes de nos manter como líderes em um cenário jurídico nacional totalmente remodelado e cheio de novos desafios e oportunidades de trabalho.

  • BEATRIZ ARAUJO PYRRHO
    BEATRIZ ARAUJO PYRRHO Associada Conosco desde 2014

    Diante da atual saturação do Judiciário e da crescente insatisfação dos jurisdicionados com a morosidade e a burocracia desse sistema, acredito que daqui a 75 anos os métodos alternativos de resolução de conflitos terão sido exponencialmente difundidos e estarão em pleno vigor. Como a Lei e o Sistema Judiciário não têm se mostrado suficientes para garantir uma Justiça eficaz e tempestiva, a sociedade caminhará na busca da autonomia, deixando de delegar a terceiros (em geral um magistrado) o poder de decisão sobre os seus problemas, para que eles próprios encontrem a solução. E é nesse cenário que acredito que a mediação ganhará força crescente e passará a fazer parte da nossa cultura, tendo em vista que é assentada na autonomia da vontade das partes e possibilita que as pessoas nela envolvidas sejam coautoras da resolução de seus conflitos. Como a mediação é prevista para ser célere, informal e sigilosa, despertará o interesse do cliente nas mais variadas áreas de atuação, viabilizando, dentre outras, negociações empresariais, comerciais, internacionais e ambientais. Por essas razões acredito que no futuro a mediação será uma disciplina obrigatória nas grades curriculares de diferentes cursos de graduação (assim como o Direito Digital que também estará em alta). Por sua vez, o Pinheiro Neto, além de continuar oferecendo serviços de arbitragem e litígio judicial, estará atuando com destaque nessa área e terá a sua própria Câmara de Mediação, que, bem trabalhada desde logo, será a mais renomada do Brasil.

  • DIÓGENES GONÇALVES
    DIÓGENES GONÇALVES Sócio Conosco desde 1992

    A previsão do tempo acertará se vai chover no final de semana. Notas de dinheiro e moedas serão peças de coleção e museu. A energia renovável dominará. Impressoras não mais imprimirão petições, mas órgãos humanos. Haverá pessoas que viverão a realidade virtual em detrimento da realidade material. As pessoas pensarão se pararão de trabalhar aos 90 ou 100 anos, considerando a estimativa de vida até 130 anos, e já terão se acostumado que o Governo não cuidará deles. O mundo será mais resiliente a crises, com reservas pessoais e seguros em larga escala ajustáveis a cada fase de vida, mas as crises serão mais comuns e recorrentes pelo ritmo do mundo. A inteligência artificial substituirá processos ordinários, mas continuaremos com nosso papel humano com paixão e intuição. Quem escreveu esta mensagem estará vivo e saudável, como não esperava estar quando a digitou num teclado – que nem mais existirá.

  • JOSÉ LUIZ HOMEM DE MELLO
    JOSÉ LUIZ HOMEM DE MELLO Sócio Conosco desde 1992

    O mundo na inteligência artificial. Internet das coisas, colaboração. O mundo sem advogados? O conhecimento é muito disseminado e não está concentrado em poucos. Não é o conhecimento em si que vai nos diferenciar. É a nossa capacidade de, com trabalho em equipe, analisar, digerir, condensar e opinar para agregar valor aos desafios jurídicos dos nossos clientes. É um mundo de atitude. Temos uma equipe incrivelmente preparada e coesa. Planejamento, dedicação e entrega com alta qualidade em assuntos não triviais são diferenciais essenciais para os próximos 75 anos. Para isso, precisamos atrair e reter os melhores, das mais diversas crenças. Sempre gostei das soluções simples. Elas parecem fáceis, mas podem ser muito complexas. Nossos clientes querem agilidade, eficiência, simplicidade e muito trabalho. Precisaremos estar cada vez mais próximos deles: compartilhando, curtindo e às vezes sofrendo junto. As preocupações deles são as nossas preocupações. O negócio deles é o nosso negócio. O sucesso deles é o nosso sucesso. É o legal é que aqui no Pinheiro Neto sempre olhamos para frente. Falamos de cara limpa aos estagiários que eles serão os sócios que tocarão esse negócio em algum momento. Por isso tratamos bem as pessoas, do jurídico e do administrativo. Nosso negócio é feito de gente. De meritocracia e muita ralação. E com o objetivo que sempre temos de entregar aos mais novos um escritório melhor do que recebemos.

  • FERNANDO MIRANDEZ DEL NERO GOMES
    FERNANDO MIRANDEZ DEL NERO GOMES Sócio Conosco desde 2002

    Muito se comenta a respeito do papel da tecnologia e da inteligência artificial na advocacia e a consequente obsolescência do advogado. Nos próximos 75 o desafio da nossa firma será mostrar o quão insubstituível é o trabalho do advogado. Por mais que a tecnologia evolua, a sofisticação da nossa prática também segue acelerando. Nesse particular, a tradição de Pinheiro Neto Advogados e sua cultura forte, paradoxalmente, o tornam o lugar propício para que as inovações aconteçam com o advogado no centro de tudo, e com mais ferramentas para operar num cenário cada vez mais complexo. Pinheiro Neto deve ser o ambiente fértil para inovações. Inovações em novas áreas; no relacionamento com clientes; na oferta de novos serviços; nas formas de captação e contratação; na gestão de pessoas; e, principalmente, nas aplicações modernas dos conceitos clássicos. Integrar a tecnologia à nossa prática e evoluir como escritório nessa nova era definirá nosso sucesso. Somente sobre alicerces fortes é que se pode inovar com segurança e isso está no DNA de pioneirismo da nossa sociedade, que é e continuará sendo de pessoas. Mas de pessoas mais preparadas para os desafios mais complexos e para, constantemente, refletir sobre os valores da instituição.

  • RICARDO BINNIE
    RICARDO BINNIE Associado Conosco desde 2003

    A expectativa mais por menos dos clientes, o uso de tecnologias disruptivas e a questão da liberalização do mercado de serviços jurídicos são desafios que moldarão o futuro da profissão do advogado nos próximos 75 anos. A estratégia-chave para enfrentar esses desafios e obter sucesso é simples: o advogado do amanhã deve desenvolver conexões e sinergias com o cliente do amanhã, trabalhando cada vez mais com eficiência e de forma flexível e colaborativa.

  • ANDRESSA BENEDETTI
    ANDRESSA BENEDETTI Associada Conosco desde 2015

    A sociedade brasileira será bem sucedida na caminhada que já se iniciou para se tornar mais honesta, justa e igualitária. Acredito que nos próximos 75 anos a desigualdade social será significativamente reduzida, sendo ampliadas as oportunidades de estudo e crescimento profissional a todos. Os cargos de direção nas empresas, incluindo no mercado jurídico, vão refletir a pluralidade da sociedade brasileira, sendo ocupados cada vez mais por mulheres, negros e outras minorias sociais, com base tão somente no esforço e mérito próprio. Em relação ao ensino do Direito, acredito que os valores éticos e morais serão cada vez mais valorizados, sendo formandos profissionais conscientes de seu papel fundamental para a transformação da sociedade.

  • FRANCO MUSETTI GROTTI
    FRANCO MUSETTI GROTTI Sócio Conosco desde 1995

    O mundo será muito diferente nos próximos 75 anos: a tecnologia estará ainda mais presente, sendo que várias atividades atualmente desempenhadas por humanos serão inteiramente desenvolvidas por computadores (inteligência artificial; carros autônomos etc); as pessoas provavelmente viverão muito mais tempo, dada a evolução da medicina e biotecnologia; conceitos e hábitos serão modificados (big data). Nesse novo horizonte, o trabalho desenvolvido pelos escritórios de advocacia também será significativamente alterado. Se por um lado, a tecnologia facilitará (e muito) acesso a pesquisas, modelos e precedentes, os problemas e questões colocados terão ainda mais complexidade, demandando maior capacidade analítica e criatividade do advogado. Em outras palavras, o tipo de trabalho solicitado pelo cliente será modificado. De toda a forma, uma cultura forte, dedicação para prestar um trabalho de excelência e compromisso com o cliente são valores e temas que sempre serão ativos atuais, e essenciais para um escritório de advocacia de ponta e renome. Felizmente, Pinheiro Neto Advogados tem mantido esses valores – e creio que seguirá mantendo – durante toda a sua história. Que venham os próximos 75 anos!

  • JOSÉ CARLOS JUNQUEIRA SAMPAIO MEIRELLES
    JOSÉ CARLOS JUNQUEIRA SAMPAIO MEIRELLES Sócio Conosco desde 1984

    Com a rapidez com que as coisas mudam atualmente, tenho certeza que o mundo será bastante diferente nos próximos 75 anos. Quando entrei no escritório, há mais de 30 anos, usávamos máquinas de escrever, sonhávamos com o fax, ainda mandávamos cartas aos clientes e recebíamos contratos por telex! Hoje, com a internet, celulares e todas as inovações tecnológicas, tudo isso que vivenciei parecem registros pré-históricos. Tenho certeza que teremos ainda mais revoluções tecnológicas nos próximos 75 anos, e que tudo o que temos hoje também ficará atrasado e arcaico. Porém, coisas importantes não mudarão: o prazer de trabalhar no melhor escritório do País; conviver com colegas que, no fundo, são amigos de verdade; poder inovar, criar e fazer coisas diferentes no dia a dia; crescer profissionalmente e, ao mesmo tempo, como pessoa; trabalhar com ética e seriedade (e também poder colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir em paz) em um ambiente de coleguismo, companheirismo e lealdade. Coisas essenciais, profundas, por mais que pareçam diferentes, estarão iguais. Essas coisas devem garantir que Pinheiro Neto Advogados continue sendo o melhor escritório de advocacia do Brasil por muitos e muitos anos.

  • PEDRO PAULO BARRADAS BARATA
    PEDRO PAULO BARRADAS BARATA Sócio Conosco desde 2000

    Prevejo maior preocupação com o meio ambiente, busca de fontes alternativas de geração de energia, crescimento, integração econômica e urbanização do país. Desenvolvimento e democratização da inteligência artificial, com reflexos nas nossas vidas pessoais e no mercado de trabalho. Diversos tipos e formas de trabalho como conhecemos hoje devem desaparecer. O trabalho humano deve ficar cada vez mais criativo e sofisticado.

  • MARCELLO BERNARDES
    MARCELLO BERNARDES Sócio Conosco desde 1984

    Nos próximos 75 anos teremos um país mais sério, mais ético e mais comprometido com a solução de nossas mazelas. Um pais que estará investindo na educação das novas gerações, valorizando o que é correto e punindo as más práticas.

  • TATIANA DRATOVSKY SISTER
    TATIANA DRATOVSKY SISTER Associada Conosco desde 2002

    Imagino um ambiente jurídico menos burocrático e mais dinâmico. Dentro dessa perspectiva, a tendência é que haja automação ampla de tarefas que hoje exigem menor intervenção intelectual humana. Caberão, portanto, ao advogado, a qualificação, o senso crítico e a inteligência emocional necessários para exercer as tarefas indelegáveis à máquina.

  • SÉRGIO AUGUSTO GODINES
    SÉRGIO AUGUSTO GODINES Recursos Humanos Conosco desde 1997

    A cidade será limpa e todo o lixo descartado terá tratamento adequado. Nossos rios voltarão a ter vida. A ética deixará de ser um atributo de diferenciação, passando a ser elemento básico de conduta.

  • LUCIANA MAYUMI SAKAMOTO
    LUCIANA MAYUMI SAKAMOTO Associada Conosco desde 2006

    Com o desenvolvimento da inteligência artificial acredito que existirão bancos de dados com estudos e estatísticas em relação ao êxito de algumas teses jurídicas. Não acredito que os advogados ou juízes serão substituídos por robôs, mas acho possível a análise de probabilidades de assuntos recorrentes por um aplicativo – algo útil para advogados e, principalmente, para juízes, que poderão verificar como está a jurisprudência dos Tribunais de forma mais objetiva.

  • VICTOR MACENA
    VICTOR MACENA Estagiário Conosco desde 2016

    Acredito que o desenvolvimento tecnológico diminuirá a participação humana em serviços operacionais. Prova disso é a criação do advogado de inteligência artificial, que analisa milhões de arquivos em pouco tempo, toma decisões e dá sugestões sobre como proceder .

  • RAPHAEL DE CUNTO
    RAPHAEL DE CUNTO Sócio Conosco desde 1984

    Tenho tido a honra de participar, já há vários anos, das iniciativas de treinamento de Pinheiro Neto Advogados – um trabalho desafiador e muito gratificante – e, em particular, do lançamento de nossa Escola de Formação. Poucas coisas se comparam à satisfação de acompanhar o desenvolvimento de um de nossos integrantes desde seus primeiros passos como estagiário até a maturidade de um sócio.

    As escolas de Direito atualmente enfrentam uma questão de vida ou morte: como se modernizar para atrair e reter estudantes das novas gerações?

    Pensando no futuro, o currículo deve ser adaptado para refletir as necessidades atuais dos profissionais. As bases devem estar lá, mas o aluno precisa conhecer os ramos do direito que nasceram e se desenvolveram nas últimas décadas, como o direito digital e ambiental, por exemplo. A função social do advogado, como o trabalho pro bono, também deveria ser debatida na escola.

    O futuro da profissão também exige uma revisão completa do método de ensino. Não há mais espaço para aulas exclusivamente expositivas e que não provoquem o aluno a participar ativamente do processo de aprendizado. É essencial ao advogado ter a habilidade de expor e avançar suas ideias.

    E os grandes escritórios? Qual papel podem desempenhar nesse processo? Não tenho dúvidas em dizer que o ambiente de trabalho deve ser visto como um centro de formação complementar à escola. Com exemplos vivos dos problemas dos clientes nos quais os estagiários e novos advogados têm a oportunidade de mergulhar. Mas nada tira o lugar da academia como centro de debate de opiniões.

    Aqui no escritório temos a oportunidade de polir nossos profissionais. Dar a eles um conhecimento especializado, bem como a capacidade de externar e colocar em prática seus conhecimentos, algo que é inerente à cultura da nossa firma. Isso envolve mentoria cuidadosa dos mais velhos, acesso às oportunidades de aprender em cursos especialmente desenvolvidos por nós aqui dentro e, também, em mestrados e estágios no exterior. Fazemos questão de expor nossos jovens desde cedo a assuntos jurídicos complexos e sofisticados.

    Lendo o que escrevi acima, apenas me orgulho, ainda mais, de um papel já histórico de Pinheiro Neto Advogados na comunidade jurídica, e que tenho certeza que continuará no futuro: o de ser um navio-escola.

     

  • ANNA THEREZA MONTEIRO DE BARROS
    ANNA THEREZA MONTEIRO DE BARROS Sócia Conosco desde 1994

    Os processos judiciais, que duram anos e anos, terão ficado para trás. Todo advogado vai estudar técnicas de negociação, mediação, e comunicação não violenta. A advocacia colaborativa vai ser a regra.

  • FERNANDO ZORZO
    FERNANDO ZORZO Sócio Conosco desde 1998

    Entrei no Pinheiro Neto em 1998 e nos últimos 19 anos pude ver mudanças constantes em nossa prática e, em especial, no escritório. Mudamos aqui para acompanhar as mudanças do mundo lá fora. E em muitas dessas mudanças tenho certeza que fomos pioneiros e vanguardistas. Foram enormes aquelas decorrentes da evolução tecnológica. Sempre nos mantivemos atualizados em tecnologia para poder continuar prestando o melhor e mais eficiente serviço aos nosso clientes. Mas as mudanças de comportamento foram as mais relevantes. Nós estamos constantemente preocupados em ter o melhor ambiente de trabalho, que incentive a camaradagem, o respeito e a admiração. Que consiga nos proporcionar o correto balanço entre o trabalho e os interesses particulares. Que bata de frente com os preconceitos, quaisquer que sejam. Que enderece os desafios de igualdade entre homens e mulheres. Que traga orgulho a nós mesmos e aos nossos clientes. Tenho certeza que nos próximos 75 anos continuaremos com esse olhar aqui dentro, cuidando sempre do que temos de melhor aqui: as pessoas. E que isso reflita lá fora, no serviço que prestamos e na percepção que nossos clientes tem da nossa cultura.

  • ANTONIO MORELLO
    ANTONIO MORELLO Sócio Conosco desde 1986

    O avanço da tecnologia mudará tudo que diz respeito ao mundo do direito. Desde o ensino do direito até o mercado jurídico, com influência relevante na comunicação e na interação entre as pessoas e na forma como se trabalha, fenômeno que hoje já estamos vendo. Ensino a distância, videoconferências, processo digitais, assinatura digital. Já existem muitas mudanças em curso e outras virão, especialmente no acesso ao conhecimento, refletindo diretamente na prestação de serviços jurídicos. O conhecimento hoje não é mais exclusividade de poucos. Cada vez mais o conhecimento está à disposição de todos. Isso requererá um olhar atendo às mudanças e ao novo e, especialmente, à necessidade de se antecipar para não ficar para trás. Boa parte do trabalho que hoje os agentes do direito fazem será feita por computadores, especialmente com o desenvolvimento da inteligência artificial, com programas de computador capazes de fazer pesquisas, contratos ou petições conforme parâmetros determinados pelo usuário. Um grande desafio será identificar a melhor forma de aproveitar as máquinas em benefício do homem.

  • KAREN SCHIAVON
    KAREN SCHIAVON Associada Conosco desde 2000

    Acho que a criatividade será cada vez mais importante para que os advogados consigam atender as necessidades dos clientes no futuro. Com as novas tecnologias, inovações no campo científico e a era digital, teremos uma realidade e um ambiente de negócios cada vez mais distante da nossa legislação, resultado da dificuldade em se aprovar mudanças e do emaranhado de normas que existem hoje – muitas absolutamente desatualizadas ou em desuso. Nesse contexto, caberá ao bom profissional da área jurídica entender os princípios que regem cada ramo do Direito e aplicá-los aos novos negócios e operações que serão propostos pelos clientes, mas que não foram previstos ou abarcados pelas normas em vigor. Será basicamente um trabalho de montar um “quebra-cabeça”, e somente os profissionais que estiverem em contínuo processo de atualização serão bem sucedidos nessa empreitada.

     

  • MARGARETE BUZO
    MARGARETE BUZO Secretária Conosco desde 2001

    Pinheiro Neto Advogados será mais do que apenas um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, tornando-se um lugar de formação profissional – a Escola Modelo de Advocacia

  • ROSELIANE ANDRADE
    ROSELIANE ANDRADE Tecnologia da Informação Conosco desde 2010

    Acredito que a tendência seja a inexistência de papel em todo o fluxo de trabalho. Hoje trabalhamos apenas com sistemas programados. Nos próximos anos trabalharemos com sistemas cognitivos e dados não estruturados (voz, texto, vídeos, fotos e documentos digitalizados), o que modificará a forma como pesquisas, investigações, auditorias e análises de contratos serão feitas. Acredito, também, que a Jurimetria será bastante usada já que ela poderá medir, por exemplo, o percentual de decisões de um tribunal num certo sentido.

  • CRISTIANNE ZARZUR
    CRISTIANNE ZARZUR Sócia Conosco desde 1992

    As relações humanas vem mudando e continuarão em um processo acelerado de transformação nos próximos anos. Inteligência artificial, redes e comunicações virtuais, absurdos avanços tecnológicos exigirão da profissão – que é construída por pessoas – uma reinvenção. Algo que não descaracterize a sua natureza, personalíssima, mas que seja capaz de se apropriar das melhores inovações.

  • LUCIANO GARCIA ROSSI
    LUCIANO GARCIA ROSSI Sócio Conosco desde 1991

    Nosso mercado terá forte concorrência internacional. Vários players deixarão de existir. O trabalho será cada vez mais intelectual e não haverá espaço para trabalho repetitivo ou rotineiro. No geral, honorários mais baixos. Custos altos apenas quando o cliente perceber ganho ou efetivo valor agregado ao negócio. As universidades privadas, mais atualizadas, se distanciarão das públicas, que perderão status. Veremos cada vez mais estudantes com experiência e vivência internacional. O Brasil finalmente deixará seu isolamento geográfico. Prevejo o desenvolvimento de novas área no estudo e na prática do Direito. Por aqui, softwares específicos serão responsáveis por auditorias. Deixaremos de ter uma única sede em SP e teremos algumas sedes na cidade, com salas de reuniões espalhadas em lugares estratégicos. A exigência de línguas estrangeiras e experiência internacional tornarão a competição por uma vaga de estágio mais dura. Diversidade será maior e aceita com mais naturalidade. Conseguiremos institucionalizar o escritório, equiparando-o a padrões internacionais. A flexibilização da Lei Trabalhista nos permitirá criar formas alternativas de contratação (part-time, acadêmicos como consultores, trabalho remoto etc). Quem sabe tendo integrantes ativos em outras cidades, estados ou países?

  • RODRIGO MARTONE
    RODRIGO MARTONE Sócio Conosco desde 1999

    A advocacia será ainda mais sofisticada e apenas os escritórios que entenderem essa transformação continuarão crescendo. Com o avanço da tecnologia, cada vez menos será necessária a presença física em reuniões, bem como a realização de atos processuais de contencioso, que serão todos praticados de forma virtual. Home office será regra e não mais exceção. As pessoas serão livres para fazerem seus horários, mantendo sempre, claro, as suas atribuições e responsabilidades. O uso do terno será abolido definitivamente por trajes casuais.

  • MARCOS CHAVES LADEIRA
    MARCOS CHAVES LADEIRA Sócio Conosco desde 1985

    Acredito que as mudanças serão diversificadas e intensas, muito além do que nos é dado a conhecer no momento presente. Por certo, essas mudanças afetarão de forma bastante aguda o modo como trabalhamos e vivemos, mas tenho convicção que aqueles que aqui trabalharão serão formados para carregar o DNA do escritório, possibilitando que Pinheiro Neto Advogados continue a ser um bastião das boas práticas jurídicas, abraçando a melhor técnica de forma socialmente responsável e comprometida com o seu entorno. Gostaria de imaginar que deixaremos um legado para a sociedade brasileira através de nossa postura firme nas mais variadas causas, inclusive através da prática pro bono, sempre identificada com os valores e princípios abraçados pelo escritório ao longo dos últimos 75 anos.

  • JOSÉ MAURO MACHADO
    JOSÉ MAURO MACHADO Sócio Conosco desde 1997

    A nossa profissão sofrerá mudanças profundas com a tecnologia cada vez mais incorporada ao dia a dia. Tarefas simples e mecânicas serão substituídas por programas com capacidade para compilar informações e redigir documentos, mas o advogado será sempre necessário para atividades eminentemente intelectuais. O escritório, como espaço físico, deixará de ter relevância. O aspecto positivo será a flexibilidade, mas o contraponto estará na dificuldade de mantermos a mesma cultura e uniformidade na prestação de serviços. Teremos que nos preocupar com concorrentes internacionais e não apenas locais, o que exigirá foco na qualidade e adequação a níveis internacionais de excelência. Haverá mais diversidade até como reflexo da própria sociedade, de maneira que o rigidez formal (em todos os aspectos) tende a ser bastante reduzida. A especialização vista no direito nos últimos anos, sem dúvida, vai se acentuar. Espera-se que o ambiente para negócios se torne mais transparente e ético, abrindo espaço para investimentos, desenvolvimento social e econômico. Participamos ativamente na construção do país nas últimas décadas e, certamente, também teremos papel relevante nas próximas. Nosso maior desafio será nos reinventarmos, adequando-nos à nova realidade e mantendo uma posição de vanguarda, algo que nos credencia como um dos escritórios mais admirados do Brasil e do mundo.

  • MARCELO AVANCINI NETO
    MARCELO AVANCINI NETO Sócio Conosco desde 1983

    Nosso Rio Pinheiros finalmente terá águas claras. Voltaremos ao centro de São Paulo, que será novamente a área corporativa mais importante da cidade. Comemoraremos o marco de 500 sócios. E 500 sócias! Reuniões serão virtuais com participação por holografia. Infelizmente, sem pão de queijo. Hoje, os que aqui estão, continuarão juntos: no memorial do escritório.

  • TIAGO MOREIRA VIEIRA ROCHA
    TIAGO MOREIRA VIEIRA ROCHA Associado Conosco desde 2005

    A inteligência artificial vai dominar setores da economia tradicionalmente vinculados à intelectualidade humana. Computadores serão capazes de aprender e interpretar uma infinita quantidade de informações em velocidade inimaginável. É possível que a grande mudança no mercado jurídico seja a substituição de boa parte das funções desempenhadas por advogados por servidores de alta performance. Ouso menos nas previsões e proponho mais discussões. Vamos pensar juntos se: Os computadores serão capazes de resolver conflitos de forma mais eficaz? Os servidores vão interpretar os fatos e aplicar a norma tributária de forma mais eficaz, com menos margem para interpretação humana e litígios? A análise de questões antitruste e ambientais será substituída por algoritmos? Um escritório de advocacia passará a ser composto por profissionais do direito e de exatas? Vamos disputar espaço de mercado com as start-ups jurídicas? Ou vamos nos aliar a elas e acompanhar de perto esse movimento de mercado? O futuro dos grandes escritórios é ser um consolidador das start-ups e integrar as soluções de tecnologia à expertise jurídica? Ou as start-ups vão cooptar todos os bons profissionais do mercado jurídico com altos salários? Quando devemos começar a investir em pesquisa e tecnologia, desenvolvendo nossos próprios sistemas e algoritmos? Quais os profissionais adequados para conduzir esse processo?

  • NATASHA GOLIK
    NATASHA GOLIK Recursos Humanos Conosco desde 2015

    Em 75 anos teremos uma mudança bastante considerável na forma de trabalho, com o contrato CLT deixando de ser a opção mais adotada e o contrato por projeto passando a prevalecer. Não sei se esse modelo poderá funcionar em aqui no escritório, mas talvez isso possa influenciar a forma de alocação dos associados nos casos. A meu ver essa tendência está relacionada, também, ao desejo e necessidade por maior qualidade de vida e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Trabalhando por projetos o profissional poderá ter maior autonomia sobre a construção das sua remuneração e agenda.

  • MARIA APARECIDA ELIAS DA SILVA
    MARIA APARECIDA ELIAS DA SILVA Finanças Conosco desde 2014

    Nos próximos 75 anos as empresas estarão mais próximas aos bairros, devido ao trânsito será impossível o deslocamento rápido das pessoas. Na busca da qualidade de vida, os horários de trabalho serão cada vez mais flexíveis com possibilidades de acesso home office, seja lá para qual segmento ou área de atuação. A mídia em parceria com o Estado terá que bater fortemente nas questões ambientais para que a população possa ainda respirar com alguma qualidade. A economia de água será cada vez mais necessária. Outra medida importante será o incentivo as empresas em mudarem para as cidades menores. Regiões como o Nordeste, Norte e até mesmo as cidades menores nos grandes Estados do Brasil. A cidade de São Paulo principalmente não comportará tantas pessoas. A tecnologia cada vez mais avançada que ao mesmo tempo que conecta milhões de brasileiros, afasta as relações mais simplórias como uma boa conversa, a presença física, precisará ser observada com muita atenção de forma a gerar programas em escolas, temendo que com o tempo as pessoas não saibam mais se expressar nem com os seus sem a proteção da tecnologia. Reforçando a questão tecnológica que já atinge os dias de hoje, a necessidade de projetos como Desconecte-se e viva a realidade.

  • FRANCISCO WERNECK MARANHÃO
    FRANCISCO WERNECK MARANHÃO Sócio Conosco desde 1996

    Uma grande parte dos serviços jurídicos será prestada com a ajuda de tecnologia e os advogados substituídos, em várias de suas tarefas, por máquinas. O advogado empresarial passará a ter um papel de conselheiro de negócios, deixando para trás aquele perfil tradicional de alguém que apenas examina questões jurídicas sem olhar para o todo.

  • ANTONIO JOSÉ L.C. MONTEIRO
    ANTONIO JOSÉ L.C. MONTEIRO Sócio Conosco desde 1979

    Viveremos a cultura do tudo é possível, onde criatividade e simplicidade serão grandes diferenciais. A diversidade vai ser um primado e o mundo vai se dividir em milhões de diferentes tribos culturais, com costumes diferentes, regras de convivência diferentes e padrões éticos distintos. O conceito de globalização terá um novo sentido a meu ver. Para o mercado do Direito a tendência será o serviço personalíssimo – o advogado como assessor pessoal e fiel escudeiro do cliente. A volta do médico de família.

  • GABRIELLA COCIOLITO GARCIA
    GABRIELLA COCIOLITO GARCIA Associada Conosco desde 2013

    Acredito que nos próximos 75 anos as características dos profissionais do escritório serão alteradas. A nova geração tem maior necessidade de mudança e de busca por novos desafios. O contexto atual e as possibilidades de carreira precisarão se adaptar a esse mundo dinâmico para que a particularidade da “tradição” seja mantida, mas em um cenário moderno e contemporâneo.

  • IVAN THIBES
    IVAN THIBES Paralegal Conosco desde 1994

    Pinheiro Neto terá novas filiais. Algumas no exterior. O número de advogados e sócios será maior e a sede deverá mudar, novamente, para um novo e mais moderno edifício. O manuseio de papel deverá ser quase nulo, pois a maioria dos trabalhos deverá ser realizada eletronicamente, principalmente o acompanhamento de processos. O escritório terá, cada vez mais, um espírito jovem, sem deixar de manter o compromisso sério com seus clientes. Talvez até adotará o traje casual pela semana toda!

  • GABRIELA CAVAZANI
    GABRIELA CAVAZANI Associada Conosco desde 2012

    Tenho certeza que nos próximos anos a prática do Direito será menos formal, com maior aproveitamento das facilidades digitais e economia de tempo, proporcionando com mais agilidade a prestação jurisdicional solicitada no processo.

  • MARCELO MARQUES RONCAGLIA
    MARCELO MARQUES RONCAGLIA Sócio Conosco desde 1995

    Imagino um futuro em que as ordens jurídicas dos países tenderão a se harmonizar. Com respeito à soberania de cada país, os sistemas jurídicos vão convergir em múltiplos pontos de modo a facilitar as trocas comerciais. Ainda que não seja um fomentador, o Direito não será um empecilho à realização dos negócios. A tecnologia será um game changer no estudo jurídico e no exercício da profissão. Haverá importantes ganhos de eficiência. Surgirão grandes oportunidades com a criação de novas áreas para atender as demandas de uma sociedade muito exigente em questões de responsabilidade e transparência. Já os estudos jurídicos serão mais e mais humanizados. A frieza da lei dará lugar a análises mais antenadas ao contexto social e econômico. A norma precisa fazer sentido não só ao estudioso do Direito, mas também ao cidadão comum.

  • MARCELLO LOBO
    MARCELLO LOBO Sócio Conosco desde 1998

    A informação é superficial, massificada, pouco trabalhada, refletida ou discutida. Vivemos uma era de individualismo, concorrência, exclusão e corporativismo. Resta saber se essas características se intensificarão ou se teremos maior coletividade, altruísmo, compartilhamento e colaboração nos próximos 75 anos. O Direito busca a paz social e a paz pode ser resultado de dois caminhos: o litígio ou o diálogo. O advogado deve preservar sua capacidade de refletir, considerar e testar hipóteses – ver o outro lado, dialogar e construir pontes pela razão. Não pode fazer parte de efeito manada, polarizações ou simplificações.

  • ALEXANDRE OUTEDA JORGE
    ALEXANDRE OUTEDA JORGE Sócio Conosco desde 1997

    Muito maior intolerância ao desperdício de recursos naturais e às variadas formas de poluição. Incremento de tecnologia para medicina, transporte e dados. Escassez de oportunidade para pessoas com menor qualificação e, consequentemente, maior desemprego. No meio jurídico, maior necessidade de especialização e substituição de inúmeras atividades por computação e tecnologia. Contencioso de massa e auditorias não deverão mais existir.

  • JOÃO LUÍS A. DE MEDEIROS
    JOÃO LUÍS A. DE MEDEIROS Sócio Conosco desde 1984

    Haverá uma consolidação dos empreendimentos globais, mediante regras internacionais. Tributos, negócios e processos irão se desassociar dos países em que estejam sediados, regendo-se por regras (ou práticas) de cunho geral, não orientados por dispositivos legais de cada país envolvido. As empresas terão que conhecer e igualmente seguir tais regras, dispondo, todavia, de alguma liberdade e necessidade para criar rotinas e procedimentos próprios de gestão e controle. As dificuldades são muitas mas o caminho do escritório já foi bem estruturado mediante o estímulo à formação internacional dos nossos profissionais. O paradoxo será conciliar o conhecimento de princípios e regras internacionais com o conhecimento sobre particularidades de cada empresa. Igualmente complexo me parece ser o perfil do profissional de direito nas próximas décadas. Há algum tempo atrás discutia-se entre ser generalista ou especialista. Até hoje tem sido possível manter profissionais com ambos os perfis. A tendência parece-me ser a existência do prestador de serviços jurídicos com conhecimento amplo de tema específico. Dificilmente haverá o advogado Hércules – um advogado de contencioso saber processo e, a depender do caso, auditoria, mercado de capitais, societário, arbitragem, consumidor etc. A tendência deverá ser a consolidação da transversalidade das especializações.

  • EDUARDO CARVALHO CAIUBY
    EDUARDO CARVALHO CAIUBY Sócio Conosco desde 1988

    A advocacia tradicional, apegada ao papel, ao processo físico e ao formalismo tende a desaparecer. Além da Justiça do Estado, outras formas de solução de conflitos serão mais presentes na vida das pessoas. Surgirão mecanismos instantâneos e impessoais de formação de contratos.

  • LUCIANA ROSANOVA GALHARDO
    LUCIANA ROSANOVA GALHARDO Sócia Conosco desde 1989

    A tecnologia estará a serviço dos negócios jurídicos, gerando maior tempo livre e qualidade de vida. Seremos pioneiros em negócios virtuais, alta tecnologia e adoção do home office.

  • TIAGO THEMUDO LESSA
    TIAGO THEMUDO LESSA Sócio Conosco desde 1997

    A inteligência artificial será uma grande competidora e uma grande aliada. Vivemos e viveremos tempos em que a velocidade é primordial e o tempo de resposta deve ser cada vez mais curto, sem qualquer possibilidade de comprometimento da qualidade. O ser humano não deixará de ser peça importante neste processo.

  • ADRIANO DRUMMOND CANÇADO TRINDADE
    ADRIANO DRUMMOND CANÇADO TRINDADE Consultor Conosco desde 1995

    O desenvolvimento tecnológico e a velocidade dos acontecimentos no Brasil e no mundo tornarão o ser humano, sua sensibilidade e sua criatividade ainda mais essenciais para os negócios e para o Direito.

  • THAÍS FONTES DRUMOND
    THAÍS FONTES DRUMOND Associada Conosco desde 2013

    Mulheres terão participação igualitária e proporcional em cargos de liderança, inclusive como sócias em escritórios de advocacia.

  • LUANA MAGALHÃES POLÓNIA
    LUANA MAGALHÃES POLÓNIA Secretária Conosco desde 2017

    Acredito que no campo do Direito novas áreas de atuação aparecerão, sobretudo ligadas à tecnologia. Essa será, inclusive, orientadora da força de trabalho.

  • EDUARDO PAOLIELLO
    EDUARDO PAOLIELLO Sócio Conosco desde 2000

    A tecnologia não será somente um meio para facilitar nossas vidas. Vamos ter que aprender a conviver com isso e tirar o melhor proveito possível. Depois de ter sido o modelo de governança dentre os escritórios de advocacia nos primeiros 75 anos, seremos o escritório modelo de diversidade e inclusão no Brasil e América Latina nos próximos 75 anos.

  • LUCAS SIMÃO
    LUCAS SIMÃO Associado Conosco desde 2004

    A sociedade vai progredir, a tecnologia vai avançar, o clima vai mudar, mas a essência não mudará e que tudo continuará a depender dos relacionamentos humanos.

  • JANAINA CAMPOS MESQUITA VAZ
    JANAINA CAMPOS MESQUITA VAZ Associada Conosco desde 2012

    Prevejo mais mulheres em cargos de liderança nos grandes escritórios.

  • LUIZ FERNANDO PAIVA
    LUIZ FERNANDO PAIVA Sócio Conosco desde 1990

    O Brasil será um país mais ético, a Lei de Gérson cairá em desuso e o levar vantagem em tudo não será mais enaltecido. A sociedade irá se transformar, as pessoas terão orgulho em cumprir o que prometeram, sem perder o bom humor e a capacidade de adaptação às adversidades e de reagir aos imprevistos, características inerentes à cultura do povo brasileiro.

  • HENRY SZTUTMAN
    HENRY SZTUTMAN Sócio Conosco desde 1990

    Um dos grandes desafios para o nosso escritório será fazer com que nossos clientes e demais stakeholders, no Brasil e em outros países, percebam valor na capacidade intelectual dos nossos integrantes – para que advogados continuem imprescindíveis; para que transações sejam bem tocadas e fechadas; para que litígios sejam conduzidos e encerrados – em ambiente no qual a inteligência artificial será uma companheira constante e indispensável como ferramenta de trabalho. As nossas pessoas têm que estar em condições de fazer com que o repertório humano de qualidade prevaleça e faça a diferença, sob pena de o nosso trabalho passar a ser feito por máquinas. Os valores e os atributos de conduta devem ter como referência os últimos 75 anos, mas precisamos estar preparados para pertencer a um novo tempo, atualizado. Imagino que o perfil dos nossos integrantes terá maior diversidade, formação cada vez mais sólida e forte capacitação técnica. Gente que faça bastante pelo escritório, que tenha comprometimento, que aceite responsabilidade e que, em contrapartida, encontre aqui incentivo institucional para a busca de equilíbrio nas coisas de trabalho e nas outras coisas da vida. Pinheiro Neto tem que continuar a ser um lugar de oportunidades, que abra portas para desenvolvimento pessoal e intelectual, onde as melhores pessoas e os melhores profissionais queiram estar.

  • GIANCARLO MATARAZZO
    GIANCARLO MATARAZZO Sócio Conosco desde 1997

    Mudarão as pessoas e as demandas. Também deve mudar o exercício da advocacia. A tecnologia vai alterar significativamente a dinâmica de comunicação entre cliente e advogado. A competição será maior pois a informação será pública e acessível. O que não mudará é que casos complexos ainda precisarão de pessoas qualificadas. O desafio será atrair e manter essas pessoas. Para tanto, teremos políticas de Recursos Humanos mais flexíveis e modelos de gestão mais evoluídos. Nosso desafio será manter a unidade e o trabalho em equipe.

  • FERNANDO ALVES MEIRA
    FERNANDO ALVES MEIRA Sócio Conosco desde 1989

    Áreas como transporte, agricultura, comunicação e energia serão muito mais eficientes e seguras. A medicina encontrará soluções para várias doenças crônicas. O meio ambiente será tratado de maneira responsável e equilibrada. O mundo será mais integrado e menos desigual. O Brasil conseguirá desenvolver seu potencial econômico e atingir um nível de justiça e equilíbrio social muito grande nos próximos 75 anos. O país ganhará uma importância estratégica significativa. A população, em geral, será muito melhor educada e preparada. Com maior equidade, as pessoas serão menos consumistas e mais espiritualizadas. As relações interpessoais serão menos hostis, mais amigáveis e com espirito colaborativo verdadeiro. O nível de complexidade dos problemas jurídicos será muito grande, com nichos de atuação cada vez melhor definidos. Os escritórios deixarão de exigir grandes espaços físicos. O trabalho remoto ganhará muita importância. Os investimentos em tecnologia e padronização de procedimentos serão intensificados. A mão de obra que estará disponível no mercado de trabalho será muito mais qualificada. Poucos escritórios serão bem sucedidos e a competição será muito acirrada. O grande desafio será gerar empregos de qualidade, que assegurem às pessoas realização pessoal e previsibilidade.

  • MARCELO VIVEIROS DE MOURA
    MARCELO VIVEIROS DE MOURA Sócio Conosco desde 1985

    Nos próximos 75 anos, muito do que fazemos será executado por computadores. Nosso desafio será nos mantermos no topo daquilo que computadores terão dificuldade em fazer. Coisas que envolvam interação humana. Talvez tenhamos menos advogados no time, mas esses serão tecnicamente impecáveis, além de totalmente desenvoltos para transitar no ambiente de negócios. Novas áreas do direito irão se desenvolver, enquanto outras terão menos e menor importância. Que venham os próximos 75 anos!

  • ANGELA KUNG
    ANGELA KUNG Sócia Conosco desde 1989

    O relacionamento entre pessoas e consequentemente com os clientes. Para chegarmos em 2092 precisamos, hoje, observar, aceitar e absorver as mudanças tecnológicas, culturais e comportamentais.

  • RODRIGO DE MAGALHÃES CARNEIRO DE OLIVEIRA
    RODRIGO DE MAGALHÃES CARNEIRO DE OLIVEIRA Sócio Conosco desde 1982

    No ramo do Direito haverá menor tolerância para negociatas, cláusulas dúbias e pleitos litigiosos eivados de má fé. Os negócios serão mais sofisticados, exigindo equipes multidisciplinares conforme a natureza da operação. Na parte produtiva, máquinas e processos mais desenvolvidos deverão reduzir em muito a demanda por mão de obra pouco qualificada, tanto no campo, como nas indústrias e no ramo de serviços. Haverá mais desemprego e essa exigência por superespecialização trabalhará contra a redução das desigualdades sociais. Setores e indústrias que já se imaginaram fundamentais serão postos à prova. A indústria automobilística perderá importância para formas alternativas de transporte. Os bancos, tal como os conhecemos hoje, precisarão reinventar-se para competir com meios eletrônicos de pagamento e concessão de crédito. Objetos tidos como essenciais hoje tornar-se-ão peças de museu (livros, teclados, telefones de gancho, relógios de pulso, óculos etc). As relações humanas deverão modificar-se à medida em que se tornarem mais dependentes das mídias sociais, fazendo com que também se adaptem ao mundo virtual percepções até então puramente sensoriais.

  • ANDRÉ VIVAN DE SOUZA
    ANDRÉ VIVAN DE SOUZA Sócio Conosco desde 2000

    O ambiente regulatório deve ser cada vez mais complexo para atender demandas sociais, tendo como consequência uma maior necessidade de especialização e diferenciação na prestação de serviços. O trabalho mais simples tende a acabar e pode até ser substituído por inovações tecnológicas. Escritórios passarão a concorrer não apenas entre si, mas com outros tipos de serviços e plataformas.

  • GUILHERME LEITE
    GUILHERME LEITE Sócio Conosco desde 1994

    O mercado jurídico será mais desafiador e sofisticado. Os clientes serão mais dinâmicos e exigentes. Os assuntos sob nossos cuidados serão mais complexos e multifacetados. Nossos advogados e estagiários terão mais aspirações e expectativas. Teremos que nos adaptar a essas mudanças sem alterar nossos valores e ideais. Eles nos trouxeram até aqui e, certamente, contribuirão para encararmos os desafios e as oportunidades dos próximos 75 anos.

  • SÉRGIO FARINA FILHO
    SÉRGIO FARINA FILHO Sócio Conosco desde 1981

    As comunicações serão mais rápidas e as decisões, talvez, menos ponderadas. Mecanismos mais amigáveis de resolução de controvérsias serão comuns. No Brasil, justiça mais ágil calcada na cultura de precedentes. Sociedade mais sensível ao outro, ao meio ambiente e às diferenças. Veremos a soberania da ética, influenciada por mecanismos mais eficientes de controle da corrupção. O estudo do Direito será mais globalizado. Intercâmbios serão exigências curriculares. Mulheres e Homens dividirão ao meio o mercado de trabalho. Nossa profissão será mais valorizada, e a advocacia um instrumento acessível de cidadania.

  • BRUNO BALDUCCINI
    BRUNO BALDUCCINI Sócio Conosco desde 1991

    As fintechs tiveram efeito transformador no sistema financeiro, indicando um caminho sem volta para os bancos que quiserem seguir competitivos no futuro. Mostraram ao mercado que a relação com os clientes, unidirecional até bem pouco tempo, precisa ser alterada. O cliente é o centro de tudo e os produtos e serviços é que se adaptam às suas necessidades.
    O desafio das grandes instituições será adaptar seu modelo de negócio para sobreviver a essa nova realidade, cada vez mais tecnológica. A concorrência passa a vir de todos os lados, a partir do momento em que o cliente é quem dita a regra do jogo.

    A tecnologia Blockchain, por exemplo, provoca questionamentos constantes quanto a necessidade de um elemento que confira confiança às transações do dia-a-dia, como cadastros de clientes e operações, bem como transferência de recursos. Por ter sido bastante testada na emissão de criptomoedas, a tendência é que vejamos sua adoção de maneira gradativa no sistema bancário, tornando operações mais ágeis, seguras e baratas.

    Teremos menos agências físicas (talvez nenhuma) e veremos um maior número de brasileiros bancarizados.

    Bancos deixarão de ser aquele lugar onde realizaremos todos os serviços, passando a funcionar como um portal de utilidades com vários prestadores de serviço operando sob um mesmo guarda-chuva. Com isso, poderão concentrar esforços em suas fortalezas, deixando nas mãos de parceiros serviços que não são tão bons.

    E para quem me pergunta se cédulas e moedas continuarão e existir, recomendo o exercício do desapego. Produzir dinheiro é caro, manter dinheiro é caro e as alternativas que se apresentam indicam que logo deixarão de existir.

  • FERNANDO RUIZ DE ALMEIDA PRADO
    FERNANDO RUIZ DE ALMEIDA PRADO Sócio Conosco desde 1986

    Os serviços jurídicos serão prestados de maneira mais objetiva e dinâmica. Não haverá lugar para falta de objetividade. Os escritórios serão obrigados a ter estruturas que se adaptem às mudanças da sociedade de forma ágil. Grandes firmas de advocacia serão responsáveis pelo trabalho de massa, cada vez mais informatizado e padronizado. Outras, menores, deverão se concentrar em serviços especializados para clientes dispostos a pagar por criatividade e imaginação, notadamente responsáveis pela transformação econômica. O trabalho remoto será a tônica em razão dos avanços tecnológicos e do elevado custo de instalações físicas. Os integrantes dos escritórios grandes serão jovens e a aposentadoria deverá ocorrer na faixa dos 50 a 55 anos, pois a rotatividade será rápida com o ingresso de profissionais cada vez mais qualificados no mercado. O ensino jurídico será melhor, mais conectado à realidade e ministrado de forma menos teórica.

  • Leonardo Rocha e Silva
    Leonardo Rocha e Silva Sócio Conosco desde 1994

    Com o avanço do uso dos dispositivos móveis, das redes sociais e dos sistemas de armazenagem e pesquisa de dados, vamos investir cada vez mais em tecnologias e sistemas informatizados para servir melhor nossos clientes. Para nos mantermos necessários, ampliaremos o compartilhamento das nossas experiências diárias em um ritmo mais intenso do que já temos feito. Para enfrentarmos a fase da economia compartilhada, investiremos mais em medidas que aproximem os sócios, consultores e demais integrantes, gerando mais confiança e respeito para a cooperação em benefício dos clientes. Também vamos nos expor mais, interna e externamente, de forma eficiente, para que nossas qualidades e valores sejam sempre percebidos.

  • GUILHERME SAMPAIO MONTEIRO
    GUILHERME SAMPAIO MONTEIRO Sócio Conosco desde 2001

    A tecnologia aumentará nossa produtividade, nos deixando ainda mais conectados. Por outro lado criará novos tipos de concorrentes. Precisaremos nos especializar ainda mais para entregar um aconselhamento de altíssimo nível aos nossos clientes. O ambiente de trabalho será diferente. Relações hierárquicas horizontais criarão espaço para maior troca de ideias e inovações.

  • RENÊ G. S. MEDRADO
    RENÊ G. S. MEDRADO Sócio Conosco desde 1995

    Quando se pensa no Escritório nos próximos 75 anos, um dos principais aspectos que me faz refletir é a questão do Conhecimento.

    Conhecimento é um dos principais fatores que nos moveram até aqui, na essência. Conhecimento é o atributo pelo qual somos conhecidos, e que serve de pilar para os outros atributos de suporte e de sustentação, como a ética, a comunicação assertiva, o engajamento no caso, a honestidade no trato com os clientes e com seus pares, entre outros. Todos esses são atributos que marcam e sustentam a nossa cultura. Mas não pretendo tratar de todos eles, apenas do Conhecimento.

    Nos últimos 75 anos, passamos de uma gestão do Conhecimento baseada no registro das experiências vividas e das análises realizadas em pastas que formavam a Biblioteca. Era talvez a parte mais rica da Biblioteca, pois sintetizavam o conhecimento da firma na resolução dos problemas. E me lembro de ficar horas lendo, com muita curiosidade, as cópias amarelas dos memorandos escritos por sócios tarimbados sobre casos resolvidos, questões debatidas, ou sob debate. Os memorandos de pesquisa eram muito importantes, mas aqueles que relatavam como os casos foram resolvidos, quais soluções encontradas para as situações fáticas específicas, eram os mais preciosos, pois registravam exatamente o propósito da firma, que não é ser uma casa de produção acadêmica (embora até possamos fazer nossas contribuições), mas sim de produção de conhecimento para resolução dos problemas concretos trazidos pelos clientes ou, em última análise, pela sociedade, no que se refere ao direito empresarial, amplamente considerado.

    Obviamente, a tecnologia invadiu e mexeu com esse sistema de registro do conhecimento e das experiências. A produção é muito rápida, os casos são muitos e variados, e a própria feitura dos registros, errática. Mesmo que estivessem ali todos, a consulta a tais registros seria difícil, pois a dinâmica dos tempos atuais não permite mais as demoradas consultas feitas em pé na Biblioteca. Outros tempos, há muito tempo. Isso coloca certamente desafios para os próximos 75 anos.

    O caminho que vejo é apropriar-nos cada mais, concretamente, do conceito de Conhecimento Tácito, ou seja, aquele que não foi obtido formalmente, de maneira sistematizada, por meio da formação clássica e pelos cursos de graduação e pós-graduação, mas sim construído como resultado das vivências e experiências ao longo de uma vida. Ao longo de seus primeiros 75 anos, o escritório construiu uma grande bagagem de Conhecimento Tácito. Creio que esse seja exatamente o nosso principal ativo. Dizem que o Conhecimento Tácito é a parte do conhecimento que fica abaixo da linha d`água, fosse ele um iceberg. A metáfora é válida. É aquele tipo de conhecimento que somente se consegue obter perscrutando, inquirindo, perguntando, para que o interlocutor que detém a experiência vivida tida como rara, especial, possa compartilhá-la à luz dos fatos em questão, com as nuances e diferenças a serem consideradas.

    O Conhecimento Tácito do escritório é formado não somente pelo conhecimento tácito de cada um dos seus integrantes, mas também pela soma de experiências e memórias vivenciadas em conjunto, em tantos casos. As mais brilhantes e adequadas sacadas, ou epifanias, aconteceram certamente na conjugação das diferentes expertises. Aí nos diferenciamos, aí crescemos. Portanto, a questão é como continuar extraindo, retirando, obtendo o melhor que o conjunto do grupo dos integrantes de Pinheiro Neto pode oferecer, em termos de agregado de conhecimento tácito, para solução dos tão complexos assuntos a nós confiados? Não tenho dúvida que a solução estará em maior cooperação e na maior interação entre os integrantes.

    Os próximos 75 anos serão marcados menos pelo brilhantismo de um advogado, e mais pela força do grupo, pois o conhecimento, nos dias atuais, já não pode mais ser monopolizado, seja pela quantidade, seja pela especialidade das matérias. O grau de aprofundamento das diversas especializações surgidas desde principalmente os anos 90 foi avassalador. Como ninguém saberá tudo, os especialistas em direito empresarial precisarão interagir com os de antitruste, que precisarão entender as questões de direito ambiental, que dependerão dos conceitos de direito financeiro, que não poderão prescindir do direito tributário, gerando a necessidade de criação de redes permanentes de compartilhamento de conhecimento. Isso deverá ser feito não apenas para os casos concretos. Mais fóruns dentro da firma precisarão ser incentivados, espaços de interação e de convívio promovidos, para permitir maior espontaneidade nas trocas de conhecimento, para que as soluções não dependam da necessidade apenas na instância do caso concreto, mas possam se dar a qualquer tempo.

    Repensar os espaços para isso. Repensar as equipes. Repensar as reuniões. Ainda mais participação, mais debate, mais multidisciplinariedade, mais interação, mais cooperação.

    O futuro dirá, mas essas são algumas reflexões para tentarmos manter viva, pelos próximos 75 anos, essa joia, o Conhecimento Tácito da firma, um dos principais atributos de sustentação de Pinheiro Neto Advogados.

  • ALEXANDRE BERTOLDI
    ALEXANDRE BERTOLDI Sócio gestor Conosco desde 1982

    Não me atrevo a prever como será o nosso espaço físico, ou sequer se teremos um espaço físico. Acho que as mudanças que a tecnologia trará serão tão profundas que também é praticamente impossível prevermos como se dará o exercício da nossa profissão. Tenho, porém, duas convicções inabaláveis: o Brasil será, definitiva e inexoravelmente, um grande protagonista no cenário mundial; e Pinheiro Neto continuará sendo o melhor escritório do Brasil (e um dos melhores do mundo), desde que continue mantendo sua política de investir e acreditar nas melhores pessoas, reforçando a crença nos valores que nos guiaram até hoje.

visões de futuro

As inovações tecnológicas deverão pautar o ritmo das mudanças do mundo. Os próximos 75 anos deverão trazer mudanças drásticas na forma como se desenvolvem relações humanas e econômicas, com a presença mais significativa da inteligência artificial em cada aspecto da vida cotidiana, de modo que o trabalho jurídico deve também ser profundamente alterado. Nosso desafio nesse contexto parece ser buscar ao máximo estar à frente desse processo de mudança e, ao mesmo tempo, preservar a cultura sólida que nos formou e nos identifica como instituição. Tenho certeza de que vamos conseguir!

Nos próximos 75 anos as inovações tecnológicas trarão maior prosperidade e aproximarão mais as pessoas, e o Direito será um instrumento ainda mais valioso para se alcançar um mundo mais justo.

A computação cognitiva ocupará o espaço dos profissionais de várias áreas, podendo atingir também profissionais da área jurídica, pois a Inteligência Artificial substituirá muitas das tarefas atualmente realizadas por pessoas, devido sua capacidade de analisar dados para encontrar padrões, realizar testes, analisar e avaliar informações para produzir um conjunto de resultados. O mundo estará totalmente conectado por sensores e suportado pela Internet das Coisas (Internet of Things). A justiça estará operando em modelo similar ao blockchain, o que permitirá a formação de uma entidade virtual, que autenticará a verdade, a razão, a causa, o efeito e a pena com base na jurisdição combinada de bilhões de processos correlacionados.

Nos próximos anos, assistiremos à automatização de certas atribuições do advogado. De auditorias à elaboração de minutas e exame de jurisprudência, a inteligência artificial executará diversos trabalhos em menos tempo e com custo reduzido. Se por um lado essa mecanização prejudicará a percepção do valor do trabalho jurídico pelo cliente, por outro ajudará a resgatar a pessoalidade nas relações cliente-advogado. Os valores individuais, a cultura, a sensibilidade e a capacidade de improviso diante do complexo e do imprevisível serão o novo selo dos grandes advogados. Mais do que profissionais tecnicamente capacitados, os clientes buscarão pessoas aptas a demonstrar empatia e a superar a análise robotizada de questões jurídicas.

O mercado jurídico mudará consideravelmente nos próximos anos em razão do avanço extraordinariamente rápido da tecnologia nos trabalhos que hoje desenvolvemos. Tenho a convicção que um trabalho de excelência como o nosso não será substituído por máquinas e softwares, mas para continuarmos na vanguarda é necessário reconhecermos que teremos que nos adaptar a essa nova realidade com criatividade, sendo mandatório estarmos conectados e aptos a absorvermos as mudanças que certamente virão, buscando uma constante atualização. Tenho convicção que nossa cultura de equipe, os profissionais diferenciados que possuímos, os valores e a estrutura sólida que conquistamos permitirão que tenhamos sucesso nos próximos 75 anos. Acredito muito na nossa força coletiva e na perenidade da firma! Assim o navio escola poderá continuar navegando em qualquer tipo de mar sem perder seus valores e princípios.

No Brasil, apoio da população às entidades de controle do Estado e ruptura do modelo de política praticado. O país deve se reestruturar em busca de unicidade. Desenvolvimento da educação, do empreendedorismo e da filantropia. Foco no fazer juntos.

Nos próximos 75 anos, a tendência de se viver em um mundo de negócios cada vez mais globalizado só irá se confirmar. Por isso, o treinamento dos nossos profissionais para uma atuação em alto nível nesse mundo sem fronteiras será cada vez mais importante.
Imagino, ainda, que escritórios completos, com placa forte e respeitada, como Pinheiro Neto Advogados, terão ainda mais peso na advocacia do que profissionais considerados individualmente – por mais brilhantes que sejam.

Enfrentaremos uma realidade ainda mais informatizada. A robotização das atividades está chegando com tudo ao mundo do Direito e o nosso desafio será dosar o uso desses instrumentos mais modernos com sabedoria, de modo a manter o nosso estilo e o alto nível de atendimento aos nossos clientes. Mas é fato que estaremos ainda mais dependentes do uso da tecnologia para a prática diária de nossas atividades.

Em outra frente, imagino que nos próximos 75 anos surgirão novos ramos autônomos no Direito, a serem estudados nas universidades com maior profundidade, principalmente aqueles ligados à novíssima era virtual que bate a nossa porta.

Sou otimista e acredito que o Brasil terá superado seus principais entraves, subindo consideravelmente na escala de desenvolvimento socioeconômico. Viveremos em um mundo cada vez mais conectado, onde agilidade será obrigação e não mais diferencial. Devemos estar prontos para lidar com novos agentes, que chegam em profusão e com competência para atuar nesse setor tão dinâmico. Nosso pioneirismo e excelência seguirão nos diferenciando, mas será nossa capacidade de antecipar e enfrentar os desafios que garantirá a posição de destaque que conquistamos. Devemos nos preparar diariamente. Não nos acomodar. Valorizar as pessoas que aqui trabalham e manter nosso DNA forte. Nossa cultura é nossa maior fortaleza.

Ius est ars boni et aequi (O Direito é a arte do bom e do justo). Por mais anacrônica que pareça a citação de um brocardo romano neste interessante exercício de futurologia, a definição de Celso, extraída do fragmento de Ulpiano ao Digesto (D. 1, 1, 1), é incrivelmente oportuna e particularmente auspiciosa para esta análise. Afinal, é para essa mesma arte antiga do bom e do justo que o Direito, a advocacia e o escritório tendem a convergir. Os próximos 75 anos testemunharão esta constatação e revelarão mais nitidamente uma nova fronteira que já estamos cruzando, notadamente em razão do protagonismo que o acesso à informação e a tecnologia exercem – e exercerão cada vez mais vigorosamente – nas relações entre o Direito, advogados e clientes. Nesse contexto, o binômio técnica e arte, que tradicionalmente caracterizaram e definiram as ciências jurídicas (em geral) e o Direito (em particular) passará por uma completa reformulação em seu equilíbrio praticamente estático ao longo dos séculos. Com o avanço irrefreável e exponencial da tecnologia em todas as frentes afeitas ao Direito e à profissão, a técnica jurídica e todo o arsenal de conhecimento a ela atrelado deixarão de ser atributo de um bom escritório ou advogado e passarão a ser premissa de qualquer operador do direito ou trabalho jurídico, o que redundará em uma forçosa comoditização de muitas das tarefas que hoje nos são atribuídas por clientes dos mais variados perfis e indústrias. Com isso, a atuação do advogado do futuro passará a ter na arte – muito mais que na técnica –, o seu diferencial fundamental, a vantagem competitiva sem a qual advogados e escritórios perecerão em um mercado cada vez mais exigente, seletivo, convergente, dinâmico, objetivo, eficiente e racional. A pressão por custos cada vez menores e resultados cada vez mais excepcionais extirpará o trabalho comoditizado das tabelas de honorários de grandes ou pequenas bancas, já que este estará em grande parte disponível e ao alcance de todos de graça, a alguns poucos clicks de distância e em tempo praticamente real. Com o fim da assimetria de informação que nutre práticas jurídicas ao redor do globo, o que sobra? O advogado. É nesse cenário transformador e desafiador que a reinvenção da forma de se atuar como escritório e advogado é imperativa, ao menos àqueles que pretendem continuar fazendo o que fazem e sobreviverem disso. A arte na prática do Direito estará cada vez mais intricada à capacidade de escritórios e advogados de agregar valor a demandas e projetos cada vez maiores, sofisticados e complexos, com respostas que, para muito além da técnica, não poderão prescindir de astúcia, originalidade, criatividade, talento, percepção e experiência, atributos que a tecnologia ainda não conseguiu mimetizar ou replicar satisfatoriamente. Eis aí a face mais bela e arcana da arte de advogar. O bom escritório ou o bom advogado será aquele que conseguir entregar inovações, soluções e caminhos que os algoritmos e processos que a tecnologia poderá disponibilizar a custo baixo (ou desprezível) e em tempo real não conseguirão oferecer. A excelência em um mercado estratificado e, consequentemente, homogêneo, será o novo e talvez único produto que os escritórios e profissionais que hoje se encontram na vanguarda da profissão terão a oferecer. E conseguirão cobrar muito bem por isso, já que as leis da oferta e da procura aparentemente não mudaram desde que o mundo é mundo. Em apertada síntese, mudará praticamente tudo, ao passo que o essencial deverá permanecer imutável. E o essencial na nossa profissão continuará residindo na capacidade de se (re)inventar e (re)descobrir caminhos nas situações mais obscuras, sofisticadas e complexas, quando a técnica sozinha não for mais suficiente. Prevalecerá então a velha arte do bom e do justo, que desde a antiguidade é usada pelos romanos para definir o Direito. E os artesãos que dominarem esta antiga e refinada arte certamente terão uma próspera história para contar nos próximos 75 anos.

Apesar de advogados, de um modo geral, serem resistentes a mudanças (principalmente tecnológicas), acho que o impacto será tão disruptivo que não haverá escolha. E por disruptivo não entendam como algo negativo. Imagino que essas novas tecnologias tornarão nosso trabalho mais eficiente e focado no resultado para o cliente.

O Brasil será uma nação diferente, muito distante da que vemos em notícias da operação Lava Jato. O país de hoje existirá apenas nos livros de história e nosso filhos e netos viverão em um lugar sério, ético e preparado para os desafios do século XXII. É bem possível que parte dos serviços jurídicos sejam comoditizados, mas nada substituirá a criatividade – algo fundamental à profissão e que sempre diferenciou os profissionais de Pinheiro Neto na busca de soluções que agregam valor aos negócios dos clientes. Mesmo assim, devemos estar preparados para nos adaptar. Da mesma forma que o Pinheiro esteve à frente do seu tempo, pensando na perenidade do escritório, temos de enxergar as mudanças e seus impactos a fim de garantir agora uma estrutura sólida para as gerações futuras. Nosso desafio será manter a cultura, o DNA Pinheiro Neto, que destaca a força do todo independente das individualidades. Se conseguirmos isso – e acredito que conseguiremos – certamente seremos capazes de nos manter como líderes em um cenário jurídico nacional totalmente remodelado e cheio de novos desafios e oportunidades de trabalho.

Diante da atual saturação do Judiciário e da crescente insatisfação dos jurisdicionados com a morosidade e a burocracia desse sistema, acredito que daqui a 75 anos os métodos alternativos de resolução de conflitos terão sido exponencialmente difundidos e estarão em pleno vigor. Como a Lei e o Sistema Judiciário não têm se mostrado suficientes para garantir uma Justiça eficaz e tempestiva, a sociedade caminhará na busca da autonomia, deixando de delegar a terceiros (em geral um magistrado) o poder de decisão sobre os seus problemas, para que eles próprios encontrem a solução. E é nesse cenário que acredito que a mediação ganhará força crescente e passará a fazer parte da nossa cultura, tendo em vista que é assentada na autonomia da vontade das partes e possibilita que as pessoas nela envolvidas sejam coautoras da resolução de seus conflitos. Como a mediação é prevista para ser célere, informal e sigilosa, despertará o interesse do cliente nas mais variadas áreas de atuação, viabilizando, dentre outras, negociações empresariais, comerciais, internacionais e ambientais. Por essas razões acredito que no futuro a mediação será uma disciplina obrigatória nas grades curriculares de diferentes cursos de graduação (assim como o Direito Digital que também estará em alta). Por sua vez, o Pinheiro Neto, além de continuar oferecendo serviços de arbitragem e litígio judicial, estará atuando com destaque nessa área e terá a sua própria Câmara de Mediação, que, bem trabalhada desde logo, será a mais renomada do Brasil.

A previsão do tempo acertará se vai chover no final de semana. Notas de dinheiro e moedas serão peças de coleção e museu. A energia renovável dominará. Impressoras não mais imprimirão petições, mas órgãos humanos. Haverá pessoas que viverão a realidade virtual em detrimento da realidade material. As pessoas pensarão se pararão de trabalhar aos 90 ou 100 anos, considerando a estimativa de vida até 130 anos, e já terão se acostumado que o Governo não cuidará deles. O mundo será mais resiliente a crises, com reservas pessoais e seguros em larga escala ajustáveis a cada fase de vida, mas as crises serão mais comuns e recorrentes pelo ritmo do mundo. A inteligência artificial substituirá processos ordinários, mas continuaremos com nosso papel humano com paixão e intuição. Quem escreveu esta mensagem estará vivo e saudável, como não esperava estar quando a digitou num teclado – que nem mais existirá.

O mundo na inteligência artificial. Internet das coisas, colaboração. O mundo sem advogados? O conhecimento é muito disseminado e não está concentrado em poucos. Não é o conhecimento em si que vai nos diferenciar. É a nossa capacidade de, com trabalho em equipe, analisar, digerir, condensar e opinar para agregar valor aos desafios jurídicos dos nossos clientes. É um mundo de atitude. Temos uma equipe incrivelmente preparada e coesa. Planejamento, dedicação e entrega com alta qualidade em assuntos não triviais são diferenciais essenciais para os próximos 75 anos. Para isso, precisamos atrair e reter os melhores, das mais diversas crenças. Sempre gostei das soluções simples. Elas parecem fáceis, mas podem ser muito complexas. Nossos clientes querem agilidade, eficiência, simplicidade e muito trabalho. Precisaremos estar cada vez mais próximos deles: compartilhando, curtindo e às vezes sofrendo junto. As preocupações deles são as nossas preocupações. O negócio deles é o nosso negócio. O sucesso deles é o nosso sucesso. É o legal é que aqui no Pinheiro Neto sempre olhamos para frente. Falamos de cara limpa aos estagiários que eles serão os sócios que tocarão esse negócio em algum momento. Por isso tratamos bem as pessoas, do jurídico e do administrativo. Nosso negócio é feito de gente. De meritocracia e muita ralação. E com o objetivo que sempre temos de entregar aos mais novos um escritório melhor do que recebemos.

Muito se comenta a respeito do papel da tecnologia e da inteligência artificial na advocacia e a consequente obsolescência do advogado. Nos próximos 75 o desafio da nossa firma será mostrar o quão insubstituível é o trabalho do advogado. Por mais que a tecnologia evolua, a sofisticação da nossa prática também segue acelerando. Nesse particular, a tradição de Pinheiro Neto Advogados e sua cultura forte, paradoxalmente, o tornam o lugar propício para que as inovações aconteçam com o advogado no centro de tudo, e com mais ferramentas para operar num cenário cada vez mais complexo. Pinheiro Neto deve ser o ambiente fértil para inovações. Inovações em novas áreas; no relacionamento com clientes; na oferta de novos serviços; nas formas de captação e contratação; na gestão de pessoas; e, principalmente, nas aplicações modernas dos conceitos clássicos. Integrar a tecnologia à nossa prática e evoluir como escritório nessa nova era definirá nosso sucesso. Somente sobre alicerces fortes é que se pode inovar com segurança e isso está no DNA de pioneirismo da nossa sociedade, que é e continuará sendo de pessoas. Mas de pessoas mais preparadas para os desafios mais complexos e para, constantemente, refletir sobre os valores da instituição.

A expectativa mais por menos dos clientes, o uso de tecnologias disruptivas e a questão da liberalização do mercado de serviços jurídicos são desafios que moldarão o futuro da profissão do advogado nos próximos 75 anos. A estratégia-chave para enfrentar esses desafios e obter sucesso é simples: o advogado do amanhã deve desenvolver conexões e sinergias com o cliente do amanhã, trabalhando cada vez mais com eficiência e de forma flexível e colaborativa.

A sociedade brasileira será bem sucedida na caminhada que já se iniciou para se tornar mais honesta, justa e igualitária. Acredito que nos próximos 75 anos a desigualdade social será significativamente reduzida, sendo ampliadas as oportunidades de estudo e crescimento profissional a todos. Os cargos de direção nas empresas, incluindo no mercado jurídico, vão refletir a pluralidade da sociedade brasileira, sendo ocupados cada vez mais por mulheres, negros e outras minorias sociais, com base tão somente no esforço e mérito próprio. Em relação ao ensino do Direito, acredito que os valores éticos e morais serão cada vez mais valorizados, sendo formandos profissionais conscientes de seu papel fundamental para a transformação da sociedade.

O mundo será muito diferente nos próximos 75 anos: a tecnologia estará ainda mais presente, sendo que várias atividades atualmente desempenhadas por humanos serão inteiramente desenvolvidas por computadores (inteligência artificial; carros autônomos etc); as pessoas provavelmente viverão muito mais tempo, dada a evolução da medicina e biotecnologia; conceitos e hábitos serão modificados (big data). Nesse novo horizonte, o trabalho desenvolvido pelos escritórios de advocacia também será significativamente alterado. Se por um lado, a tecnologia facilitará (e muito) acesso a pesquisas, modelos e precedentes, os problemas e questões colocados terão ainda mais complexidade, demandando maior capacidade analítica e criatividade do advogado. Em outras palavras, o tipo de trabalho solicitado pelo cliente será modificado. De toda a forma, uma cultura forte, dedicação para prestar um trabalho de excelência e compromisso com o cliente são valores e temas que sempre serão ativos atuais, e essenciais para um escritório de advocacia de ponta e renome. Felizmente, Pinheiro Neto Advogados tem mantido esses valores – e creio que seguirá mantendo – durante toda a sua história. Que venham os próximos 75 anos!

Com a rapidez com que as coisas mudam atualmente, tenho certeza que o mundo será bastante diferente nos próximos 75 anos. Quando entrei no escritório, há mais de 30 anos, usávamos máquinas de escrever, sonhávamos com o fax, ainda mandávamos cartas aos clientes e recebíamos contratos por telex! Hoje, com a internet, celulares e todas as inovações tecnológicas, tudo isso que vivenciei parecem registros pré-históricos. Tenho certeza que teremos ainda mais revoluções tecnológicas nos próximos 75 anos, e que tudo o que temos hoje também ficará atrasado e arcaico. Porém, coisas importantes não mudarão: o prazer de trabalhar no melhor escritório do País; conviver com colegas que, no fundo, são amigos de verdade; poder inovar, criar e fazer coisas diferentes no dia a dia; crescer profissionalmente e, ao mesmo tempo, como pessoa; trabalhar com ética e seriedade (e também poder colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir em paz) em um ambiente de coleguismo, companheirismo e lealdade. Coisas essenciais, profundas, por mais que pareçam diferentes, estarão iguais. Essas coisas devem garantir que Pinheiro Neto Advogados continue sendo o melhor escritório de advocacia do Brasil por muitos e muitos anos.

Prevejo maior preocupação com o meio ambiente, busca de fontes alternativas de geração de energia, crescimento, integração econômica e urbanização do país. Desenvolvimento e democratização da inteligência artificial, com reflexos nas nossas vidas pessoais e no mercado de trabalho. Diversos tipos e formas de trabalho como conhecemos hoje devem desaparecer. O trabalho humano deve ficar cada vez mais criativo e sofisticado.

Nos próximos 75 anos teremos um país mais sério, mais ético e mais comprometido com a solução de nossas mazelas. Um pais que estará investindo na educação das novas gerações, valorizando o que é correto e punindo as más práticas.

Imagino um ambiente jurídico menos burocrático e mais dinâmico. Dentro dessa perspectiva, a tendência é que haja automação ampla de tarefas que hoje exigem menor intervenção intelectual humana. Caberão, portanto, ao advogado, a qualificação, o senso crítico e a inteligência emocional necessários para exercer as tarefas indelegáveis à máquina.

A cidade será limpa e todo o lixo descartado terá tratamento adequado. Nossos rios voltarão a ter vida. A ética deixará de ser um atributo de diferenciação, passando a ser elemento básico de conduta.

Com o desenvolvimento da inteligência artificial acredito que existirão bancos de dados com estudos e estatísticas em relação ao êxito de algumas teses jurídicas. Não acredito que os advogados ou juízes serão substituídos por robôs, mas acho possível a análise de probabilidades de assuntos recorrentes por um aplicativo – algo útil para advogados e, principalmente, para juízes, que poderão verificar como está a jurisprudência dos Tribunais de forma mais objetiva.

Acredito que o desenvolvimento tecnológico diminuirá a participação humana em serviços operacionais. Prova disso é a criação do advogado de inteligência artificial, que analisa milhões de arquivos em pouco tempo, toma decisões e dá sugestões sobre como proceder .

Tenho tido a honra de participar, já há vários anos, das iniciativas de treinamento de Pinheiro Neto Advogados – um trabalho desafiador e muito gratificante – e, em particular, do lançamento de nossa Escola de Formação. Poucas coisas se comparam à satisfação de acompanhar o desenvolvimento de um de nossos integrantes desde seus primeiros passos como estagiário até a maturidade de um sócio.

As escolas de Direito atualmente enfrentam uma questão de vida ou morte: como se modernizar para atrair e reter estudantes das novas gerações?

Pensando no futuro, o currículo deve ser adaptado para refletir as necessidades atuais dos profissionais. As bases devem estar lá, mas o aluno precisa conhecer os ramos do direito que nasceram e se desenvolveram nas últimas décadas, como o direito digital e ambiental, por exemplo. A função social do advogado, como o trabalho pro bono, também deveria ser debatida na escola.

O futuro da profissão também exige uma revisão completa do método de ensino. Não há mais espaço para aulas exclusivamente expositivas e que não provoquem o aluno a participar ativamente do processo de aprendizado. É essencial ao advogado ter a habilidade de expor e avançar suas ideias.

E os grandes escritórios? Qual papel podem desempenhar nesse processo? Não tenho dúvidas em dizer que o ambiente de trabalho deve ser visto como um centro de formação complementar à escola. Com exemplos vivos dos problemas dos clientes nos quais os estagiários e novos advogados têm a oportunidade de mergulhar. Mas nada tira o lugar da academia como centro de debate de opiniões.

Aqui no escritório temos a oportunidade de polir nossos profissionais. Dar a eles um conhecimento especializado, bem como a capacidade de externar e colocar em prática seus conhecimentos, algo que é inerente à cultura da nossa firma. Isso envolve mentoria cuidadosa dos mais velhos, acesso às oportunidades de aprender em cursos especialmente desenvolvidos por nós aqui dentro e, também, em mestrados e estágios no exterior. Fazemos questão de expor nossos jovens desde cedo a assuntos jurídicos complexos e sofisticados.

Lendo o que escrevi acima, apenas me orgulho, ainda mais, de um papel já histórico de Pinheiro Neto Advogados na comunidade jurídica, e que tenho certeza que continuará no futuro: o de ser um navio-escola.

 

Os processos judiciais, que duram anos e anos, terão ficado para trás. Todo advogado vai estudar técnicas de negociação, mediação, e comunicação não violenta. A advocacia colaborativa vai ser a regra.

Entrei no Pinheiro Neto em 1998 e nos últimos 19 anos pude ver mudanças constantes em nossa prática e, em especial, no escritório. Mudamos aqui para acompanhar as mudanças do mundo lá fora. E em muitas dessas mudanças tenho certeza que fomos pioneiros e vanguardistas. Foram enormes aquelas decorrentes da evolução tecnológica. Sempre nos mantivemos atualizados em tecnologia para poder continuar prestando o melhor e mais eficiente serviço aos nosso clientes. Mas as mudanças de comportamento foram as mais relevantes. Nós estamos constantemente preocupados em ter o melhor ambiente de trabalho, que incentive a camaradagem, o respeito e a admiração. Que consiga nos proporcionar o correto balanço entre o trabalho e os interesses particulares. Que bata de frente com os preconceitos, quaisquer que sejam. Que enderece os desafios de igualdade entre homens e mulheres. Que traga orgulho a nós mesmos e aos nossos clientes. Tenho certeza que nos próximos 75 anos continuaremos com esse olhar aqui dentro, cuidando sempre do que temos de melhor aqui: as pessoas. E que isso reflita lá fora, no serviço que prestamos e na percepção que nossos clientes tem da nossa cultura.

O avanço da tecnologia mudará tudo que diz respeito ao mundo do direito. Desde o ensino do direito até o mercado jurídico, com influência relevante na comunicação e na interação entre as pessoas e na forma como se trabalha, fenômeno que hoje já estamos vendo. Ensino a distância, videoconferências, processo digitais, assinatura digital. Já existem muitas mudanças em curso e outras virão, especialmente no acesso ao conhecimento, refletindo diretamente na prestação de serviços jurídicos. O conhecimento hoje não é mais exclusividade de poucos. Cada vez mais o conhecimento está à disposição de todos. Isso requererá um olhar atendo às mudanças e ao novo e, especialmente, à necessidade de se antecipar para não ficar para trás. Boa parte do trabalho que hoje os agentes do direito fazem será feita por computadores, especialmente com o desenvolvimento da inteligência artificial, com programas de computador capazes de fazer pesquisas, contratos ou petições conforme parâmetros determinados pelo usuário. Um grande desafio será identificar a melhor forma de aproveitar as máquinas em benefício do homem.

Acho que a criatividade será cada vez mais importante para que os advogados consigam atender as necessidades dos clientes no futuro. Com as novas tecnologias, inovações no campo científico e a era digital, teremos uma realidade e um ambiente de negócios cada vez mais distante da nossa legislação, resultado da dificuldade em se aprovar mudanças e do emaranhado de normas que existem hoje – muitas absolutamente desatualizadas ou em desuso. Nesse contexto, caberá ao bom profissional da área jurídica entender os princípios que regem cada ramo do Direito e aplicá-los aos novos negócios e operações que serão propostos pelos clientes, mas que não foram previstos ou abarcados pelas normas em vigor. Será basicamente um trabalho de montar um “quebra-cabeça”, e somente os profissionais que estiverem em contínuo processo de atualização serão bem sucedidos nessa empreitada.

 

Pinheiro Neto Advogados será mais do que apenas um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina, tornando-se um lugar de formação profissional – a Escola Modelo de Advocacia

Acredito que a tendência seja a inexistência de papel em todo o fluxo de trabalho. Hoje trabalhamos apenas com sistemas programados. Nos próximos anos trabalharemos com sistemas cognitivos e dados não estruturados (voz, texto, vídeos, fotos e documentos digitalizados), o que modificará a forma como pesquisas, investigações, auditorias e análises de contratos serão feitas. Acredito, também, que a Jurimetria será bastante usada já que ela poderá medir, por exemplo, o percentual de decisões de um tribunal num certo sentido.

As relações humanas vem mudando e continuarão em um processo acelerado de transformação nos próximos anos. Inteligência artificial, redes e comunicações virtuais, absurdos avanços tecnológicos exigirão da profissão – que é construída por pessoas – uma reinvenção. Algo que não descaracterize a sua natureza, personalíssima, mas que seja capaz de se apropriar das melhores inovações.

Nosso mercado terá forte concorrência internacional. Vários players deixarão de existir. O trabalho será cada vez mais intelectual e não haverá espaço para trabalho repetitivo ou rotineiro. No geral, honorários mais baixos. Custos altos apenas quando o cliente perceber ganho ou efetivo valor agregado ao negócio. As universidades privadas, mais atualizadas, se distanciarão das públicas, que perderão status. Veremos cada vez mais estudantes com experiência e vivência internacional. O Brasil finalmente deixará seu isolamento geográfico. Prevejo o desenvolvimento de novas área no estudo e na prática do Direito. Por aqui, softwares específicos serão responsáveis por auditorias. Deixaremos de ter uma única sede em SP e teremos algumas sedes na cidade, com salas de reuniões espalhadas em lugares estratégicos. A exigência de línguas estrangeiras e experiência internacional tornarão a competição por uma vaga de estágio mais dura. Diversidade será maior e aceita com mais naturalidade. Conseguiremos institucionalizar o escritório, equiparando-o a padrões internacionais. A flexibilização da Lei Trabalhista nos permitirá criar formas alternativas de contratação (part-time, acadêmicos como consultores, trabalho remoto etc). Quem sabe tendo integrantes ativos em outras cidades, estados ou países?

A advocacia será ainda mais sofisticada e apenas os escritórios que entenderem essa transformação continuarão crescendo. Com o avanço da tecnologia, cada vez menos será necessária a presença física em reuniões, bem como a realização de atos processuais de contencioso, que serão todos praticados de forma virtual. Home office será regra e não mais exceção. As pessoas serão livres para fazerem seus horários, mantendo sempre, claro, as suas atribuições e responsabilidades. O uso do terno será abolido definitivamente por trajes casuais.

Acredito que as mudanças serão diversificadas e intensas, muito além do que nos é dado a conhecer no momento presente. Por certo, essas mudanças afetarão de forma bastante aguda o modo como trabalhamos e vivemos, mas tenho convicção que aqueles que aqui trabalharão serão formados para carregar o DNA do escritório, possibilitando que Pinheiro Neto Advogados continue a ser um bastião das boas práticas jurídicas, abraçando a melhor técnica de forma socialmente responsável e comprometida com o seu entorno. Gostaria de imaginar que deixaremos um legado para a sociedade brasileira através de nossa postura firme nas mais variadas causas, inclusive através da prática pro bono, sempre identificada com os valores e princípios abraçados pelo escritório ao longo dos últimos 75 anos.

A nossa profissão sofrerá mudanças profundas com a tecnologia cada vez mais incorporada ao dia a dia. Tarefas simples e mecânicas serão substituídas por programas com capacidade para compilar informações e redigir documentos, mas o advogado será sempre necessário para atividades eminentemente intelectuais. O escritório, como espaço físico, deixará de ter relevância. O aspecto positivo será a flexibilidade, mas o contraponto estará na dificuldade de mantermos a mesma cultura e uniformidade na prestação de serviços. Teremos que nos preocupar com concorrentes internacionais e não apenas locais, o que exigirá foco na qualidade e adequação a níveis internacionais de excelência. Haverá mais diversidade até como reflexo da própria sociedade, de maneira que o rigidez formal (em todos os aspectos) tende a ser bastante reduzida. A especialização vista no direito nos últimos anos, sem dúvida, vai se acentuar. Espera-se que o ambiente para negócios se torne mais transparente e ético, abrindo espaço para investimentos, desenvolvimento social e econômico. Participamos ativamente na construção do país nas últimas décadas e, certamente, também teremos papel relevante nas próximas. Nosso maior desafio será nos reinventarmos, adequando-nos à nova realidade e mantendo uma posição de vanguarda, algo que nos credencia como um dos escritórios mais admirados do Brasil e do mundo.

Nosso Rio Pinheiros finalmente terá águas claras. Voltaremos ao centro de São Paulo, que será novamente a área corporativa mais importante da cidade. Comemoraremos o marco de 500 sócios. E 500 sócias! Reuniões serão virtuais com participação por holografia. Infelizmente, sem pão de queijo. Hoje, os que aqui estão, continuarão juntos: no memorial do escritório.

A inteligência artificial vai dominar setores da economia tradicionalmente vinculados à intelectualidade humana. Computadores serão capazes de aprender e interpretar uma infinita quantidade de informações em velocidade inimaginável. É possível que a grande mudança no mercado jurídico seja a substituição de boa parte das funções desempenhadas por advogados por servidores de alta performance. Ouso menos nas previsões e proponho mais discussões. Vamos pensar juntos se: Os computadores serão capazes de resolver conflitos de forma mais eficaz? Os servidores vão interpretar os fatos e aplicar a norma tributária de forma mais eficaz, com menos margem para interpretação humana e litígios? A análise de questões antitruste e ambientais será substituída por algoritmos? Um escritório de advocacia passará a ser composto por profissionais do direito e de exatas? Vamos disputar espaço de mercado com as start-ups jurídicas? Ou vamos nos aliar a elas e acompanhar de perto esse movimento de mercado? O futuro dos grandes escritórios é ser um consolidador das start-ups e integrar as soluções de tecnologia à expertise jurídica? Ou as start-ups vão cooptar todos os bons profissionais do mercado jurídico com altos salários? Quando devemos começar a investir em pesquisa e tecnologia, desenvolvendo nossos próprios sistemas e algoritmos? Quais os profissionais adequados para conduzir esse processo?

Em 75 anos teremos uma mudança bastante considerável na forma de trabalho, com o contrato CLT deixando de ser a opção mais adotada e o contrato por projeto passando a prevalecer. Não sei se esse modelo poderá funcionar em aqui no escritório, mas talvez isso possa influenciar a forma de alocação dos associados nos casos. A meu ver essa tendência está relacionada, também, ao desejo e necessidade por maior qualidade de vida e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Trabalhando por projetos o profissional poderá ter maior autonomia sobre a construção das sua remuneração e agenda.

Nos próximos 75 anos as empresas estarão mais próximas aos bairros, devido ao trânsito será impossível o deslocamento rápido das pessoas. Na busca da qualidade de vida, os horários de trabalho serão cada vez mais flexíveis com possibilidades de acesso home office, seja lá para qual segmento ou área de atuação. A mídia em parceria com o Estado terá que bater fortemente nas questões ambientais para que a população possa ainda respirar com alguma qualidade. A economia de água será cada vez mais necessária. Outra medida importante será o incentivo as empresas em mudarem para as cidades menores. Regiões como o Nordeste, Norte e até mesmo as cidades menores nos grandes Estados do Brasil. A cidade de São Paulo principalmente não comportará tantas pessoas. A tecnologia cada vez mais avançada que ao mesmo tempo que conecta milhões de brasileiros, afasta as relações mais simplórias como uma boa conversa, a presença física, precisará ser observada com muita atenção de forma a gerar programas em escolas, temendo que com o tempo as pessoas não saibam mais se expressar nem com os seus sem a proteção da tecnologia. Reforçando a questão tecnológica que já atinge os dias de hoje, a necessidade de projetos como Desconecte-se e viva a realidade.

Uma grande parte dos serviços jurídicos será prestada com a ajuda de tecnologia e os advogados substituídos, em várias de suas tarefas, por máquinas. O advogado empresarial passará a ter um papel de conselheiro de negócios, deixando para trás aquele perfil tradicional de alguém que apenas examina questões jurídicas sem olhar para o todo.

Viveremos a cultura do tudo é possível, onde criatividade e simplicidade serão grandes diferenciais. A diversidade vai ser um primado e o mundo vai se dividir em milhões de diferentes tribos culturais, com costumes diferentes, regras de convivência diferentes e padrões éticos distintos. O conceito de globalização terá um novo sentido a meu ver. Para o mercado do Direito a tendência será o serviço personalíssimo – o advogado como assessor pessoal e fiel escudeiro do cliente. A volta do médico de família.

Acredito que nos próximos 75 anos as características dos profissionais do escritório serão alteradas. A nova geração tem maior necessidade de mudança e de busca por novos desafios. O contexto atual e as possibilidades de carreira precisarão se adaptar a esse mundo dinâmico para que a particularidade da “tradição” seja mantida, mas em um cenário moderno e contemporâneo.

Pinheiro Neto terá novas filiais. Algumas no exterior. O número de advogados e sócios será maior e a sede deverá mudar, novamente, para um novo e mais moderno edifício. O manuseio de papel deverá ser quase nulo, pois a maioria dos trabalhos deverá ser realizada eletronicamente, principalmente o acompanhamento de processos. O escritório terá, cada vez mais, um espírito jovem, sem deixar de manter o compromisso sério com seus clientes. Talvez até adotará o traje casual pela semana toda!

Tenho certeza que nos próximos anos a prática do Direito será menos formal, com maior aproveitamento das facilidades digitais e economia de tempo, proporcionando com mais agilidade a prestação jurisdicional solicitada no processo.

Imagino um futuro em que as ordens jurídicas dos países tenderão a se harmonizar. Com respeito à soberania de cada país, os sistemas jurídicos vão convergir em múltiplos pontos de modo a facilitar as trocas comerciais. Ainda que não seja um fomentador, o Direito não será um empecilho à realização dos negócios. A tecnologia será um game changer no estudo jurídico e no exercício da profissão. Haverá importantes ganhos de eficiência. Surgirão grandes oportunidades com a criação de novas áreas para atender as demandas de uma sociedade muito exigente em questões de responsabilidade e transparência. Já os estudos jurídicos serão mais e mais humanizados. A frieza da lei dará lugar a análises mais antenadas ao contexto social e econômico. A norma precisa fazer sentido não só ao estudioso do Direito, mas também ao cidadão comum.

A informação é superficial, massificada, pouco trabalhada, refletida ou discutida. Vivemos uma era de individualismo, concorrência, exclusão e corporativismo. Resta saber se essas características se intensificarão ou se teremos maior coletividade, altruísmo, compartilhamento e colaboração nos próximos 75 anos. O Direito busca a paz social e a paz pode ser resultado de dois caminhos: o litígio ou o diálogo. O advogado deve preservar sua capacidade de refletir, considerar e testar hipóteses – ver o outro lado, dialogar e construir pontes pela razão. Não pode fazer parte de efeito manada, polarizações ou simplificações.

Muito maior intolerância ao desperdício de recursos naturais e às variadas formas de poluição. Incremento de tecnologia para medicina, transporte e dados. Escassez de oportunidade para pessoas com menor qualificação e, consequentemente, maior desemprego. No meio jurídico, maior necessidade de especialização e substituição de inúmeras atividades por computação e tecnologia. Contencioso de massa e auditorias não deverão mais existir.

Haverá uma consolidação dos empreendimentos globais, mediante regras internacionais. Tributos, negócios e processos irão se desassociar dos países em que estejam sediados, regendo-se por regras (ou práticas) de cunho geral, não orientados por dispositivos legais de cada país envolvido. As empresas terão que conhecer e igualmente seguir tais regras, dispondo, todavia, de alguma liberdade e necessidade para criar rotinas e procedimentos próprios de gestão e controle. As dificuldades são muitas mas o caminho do escritório já foi bem estruturado mediante o estímulo à formação internacional dos nossos profissionais. O paradoxo será conciliar o conhecimento de princípios e regras internacionais com o conhecimento sobre particularidades de cada empresa. Igualmente complexo me parece ser o perfil do profissional de direito nas próximas décadas. Há algum tempo atrás discutia-se entre ser generalista ou especialista. Até hoje tem sido possível manter profissionais com ambos os perfis. A tendência parece-me ser a existência do prestador de serviços jurídicos com conhecimento amplo de tema específico. Dificilmente haverá o advogado Hércules – um advogado de contencioso saber processo e, a depender do caso, auditoria, mercado de capitais, societário, arbitragem, consumidor etc. A tendência deverá ser a consolidação da transversalidade das especializações.

A advocacia tradicional, apegada ao papel, ao processo físico e ao formalismo tende a desaparecer. Além da Justiça do Estado, outras formas de solução de conflitos serão mais presentes na vida das pessoas. Surgirão mecanismos instantâneos e impessoais de formação de contratos.

A tecnologia estará a serviço dos negócios jurídicos, gerando maior tempo livre e qualidade de vida. Seremos pioneiros em negócios virtuais, alta tecnologia e adoção do home office.

A inteligência artificial será uma grande competidora e uma grande aliada. Vivemos e viveremos tempos em que a velocidade é primordial e o tempo de resposta deve ser cada vez mais curto, sem qualquer possibilidade de comprometimento da qualidade. O ser humano não deixará de ser peça importante neste processo.

O desenvolvimento tecnológico e a velocidade dos acontecimentos no Brasil e no mundo tornarão o ser humano, sua sensibilidade e sua criatividade ainda mais essenciais para os negócios e para o Direito.

Mulheres terão participação igualitária e proporcional em cargos de liderança, inclusive como sócias em escritórios de advocacia.

Acredito que no campo do Direito novas áreas de atuação aparecerão, sobretudo ligadas à tecnologia. Essa será, inclusive, orientadora da força de trabalho.

A tecnologia não será somente um meio para facilitar nossas vidas. Vamos ter que aprender a conviver com isso e tirar o melhor proveito possível. Depois de ter sido o modelo de governança dentre os escritórios de advocacia nos primeiros 75 anos, seremos o escritório modelo de diversidade e inclusão no Brasil e América Latina nos próximos 75 anos.

A sociedade vai progredir, a tecnologia vai avançar, o clima vai mudar, mas a essência não mudará e que tudo continuará a depender dos relacionamentos humanos.

Prevejo mais mulheres em cargos de liderança nos grandes escritórios.

O Brasil será um país mais ético, a Lei de Gérson cairá em desuso e o levar vantagem em tudo não será mais enaltecido. A sociedade irá se transformar, as pessoas terão orgulho em cumprir o que prometeram, sem perder o bom humor e a capacidade de adaptação às adversidades e de reagir aos imprevistos, características inerentes à cultura do povo brasileiro.

Um dos grandes desafios para o nosso escritório será fazer com que nossos clientes e demais stakeholders, no Brasil e em outros países, percebam valor na capacidade intelectual dos nossos integrantes – para que advogados continuem imprescindíveis; para que transações sejam bem tocadas e fechadas; para que litígios sejam conduzidos e encerrados – em ambiente no qual a inteligência artificial será uma companheira constante e indispensável como ferramenta de trabalho. As nossas pessoas têm que estar em condições de fazer com que o repertório humano de qualidade prevaleça e faça a diferença, sob pena de o nosso trabalho passar a ser feito por máquinas. Os valores e os atributos de conduta devem ter como referência os últimos 75 anos, mas precisamos estar preparados para pertencer a um novo tempo, atualizado. Imagino que o perfil dos nossos integrantes terá maior diversidade, formação cada vez mais sólida e forte capacitação técnica. Gente que faça bastante pelo escritório, que tenha comprometimento, que aceite responsabilidade e que, em contrapartida, encontre aqui incentivo institucional para a busca de equilíbrio nas coisas de trabalho e nas outras coisas da vida. Pinheiro Neto tem que continuar a ser um lugar de oportunidades, que abra portas para desenvolvimento pessoal e intelectual, onde as melhores pessoas e os melhores profissionais queiram estar.

Mudarão as pessoas e as demandas. Também deve mudar o exercício da advocacia. A tecnologia vai alterar significativamente a dinâmica de comunicação entre cliente e advogado. A competição será maior pois a informação será pública e acessível. O que não mudará é que casos complexos ainda precisarão de pessoas qualificadas. O desafio será atrair e manter essas pessoas. Para tanto, teremos políticas de Recursos Humanos mais flexíveis e modelos de gestão mais evoluídos. Nosso desafio será manter a unidade e o trabalho em equipe.

Áreas como transporte, agricultura, comunicação e energia serão muito mais eficientes e seguras. A medicina encontrará soluções para várias doenças crônicas. O meio ambiente será tratado de maneira responsável e equilibrada. O mundo será mais integrado e menos desigual. O Brasil conseguirá desenvolver seu potencial econômico e atingir um nível de justiça e equilíbrio social muito grande nos próximos 75 anos. O país ganhará uma importância estratégica significativa. A população, em geral, será muito melhor educada e preparada. Com maior equidade, as pessoas serão menos consumistas e mais espiritualizadas. As relações interpessoais serão menos hostis, mais amigáveis e com espirito colaborativo verdadeiro. O nível de complexidade dos problemas jurídicos será muito grande, com nichos de atuação cada vez melhor definidos. Os escritórios deixarão de exigir grandes espaços físicos. O trabalho remoto ganhará muita importância. Os investimentos em tecnologia e padronização de procedimentos serão intensificados. A mão de obra que estará disponível no mercado de trabalho será muito mais qualificada. Poucos escritórios serão bem sucedidos e a competição será muito acirrada. O grande desafio será gerar empregos de qualidade, que assegurem às pessoas realização pessoal e previsibilidade.

Nos próximos 75 anos, muito do que fazemos será executado por computadores. Nosso desafio será nos mantermos no topo daquilo que computadores terão dificuldade em fazer. Coisas que envolvam interação humana. Talvez tenhamos menos advogados no time, mas esses serão tecnicamente impecáveis, além de totalmente desenvoltos para transitar no ambiente de negócios. Novas áreas do direito irão se desenvolver, enquanto outras terão menos e menor importância. Que venham os próximos 75 anos!

O relacionamento entre pessoas e consequentemente com os clientes. Para chegarmos em 2092 precisamos, hoje, observar, aceitar e absorver as mudanças tecnológicas, culturais e comportamentais.

No ramo do Direito haverá menor tolerância para negociatas, cláusulas dúbias e pleitos litigiosos eivados de má fé. Os negócios serão mais sofisticados, exigindo equipes multidisciplinares conforme a natureza da operação. Na parte produtiva, máquinas e processos mais desenvolvidos deverão reduzir em muito a demanda por mão de obra pouco qualificada, tanto no campo, como nas indústrias e no ramo de serviços. Haverá mais desemprego e essa exigência por superespecialização trabalhará contra a redução das desigualdades sociais. Setores e indústrias que já se imaginaram fundamentais serão postos à prova. A indústria automobilística perderá importância para formas alternativas de transporte. Os bancos, tal como os conhecemos hoje, precisarão reinventar-se para competir com meios eletrônicos de pagamento e concessão de crédito. Objetos tidos como essenciais hoje tornar-se-ão peças de museu (livros, teclados, telefones de gancho, relógios de pulso, óculos etc). As relações humanas deverão modificar-se à medida em que se tornarem mais dependentes das mídias sociais, fazendo com que também se adaptem ao mundo virtual percepções até então puramente sensoriais.

O ambiente regulatório deve ser cada vez mais complexo para atender demandas sociais, tendo como consequência uma maior necessidade de especialização e diferenciação na prestação de serviços. O trabalho mais simples tende a acabar e pode até ser substituído por inovações tecnológicas. Escritórios passarão a concorrer não apenas entre si, mas com outros tipos de serviços e plataformas.

O mercado jurídico será mais desafiador e sofisticado. Os clientes serão mais dinâmicos e exigentes. Os assuntos sob nossos cuidados serão mais complexos e multifacetados. Nossos advogados e estagiários terão mais aspirações e expectativas. Teremos que nos adaptar a essas mudanças sem alterar nossos valores e ideais. Eles nos trouxeram até aqui e, certamente, contribuirão para encararmos os desafios e as oportunidades dos próximos 75 anos.

As comunicações serão mais rápidas e as decisões, talvez, menos ponderadas. Mecanismos mais amigáveis de resolução de controvérsias serão comuns. No Brasil, justiça mais ágil calcada na cultura de precedentes. Sociedade mais sensível ao outro, ao meio ambiente e às diferenças. Veremos a soberania da ética, influenciada por mecanismos mais eficientes de controle da corrupção. O estudo do Direito será mais globalizado. Intercâmbios serão exigências curriculares. Mulheres e Homens dividirão ao meio o mercado de trabalho. Nossa profissão será mais valorizada, e a advocacia um instrumento acessível de cidadania.

As fintechs tiveram efeito transformador no sistema financeiro, indicando um caminho sem volta para os bancos que quiserem seguir competitivos no futuro. Mostraram ao mercado que a relação com os clientes, unidirecional até bem pouco tempo, precisa ser alterada. O cliente é o centro de tudo e os produtos e serviços é que se adaptam às suas necessidades.
O desafio das grandes instituições será adaptar seu modelo de negócio para sobreviver a essa nova realidade, cada vez mais tecnológica. A concorrência passa a vir de todos os lados, a partir do momento em que o cliente é quem dita a regra do jogo.

A tecnologia Blockchain, por exemplo, provoca questionamentos constantes quanto a necessidade de um elemento que confira confiança às transações do dia-a-dia, como cadastros de clientes e operações, bem como transferência de recursos. Por ter sido bastante testada na emissão de criptomoedas, a tendência é que vejamos sua adoção de maneira gradativa no sistema bancário, tornando operações mais ágeis, seguras e baratas.

Teremos menos agências físicas (talvez nenhuma) e veremos um maior número de brasileiros bancarizados.

Bancos deixarão de ser aquele lugar onde realizaremos todos os serviços, passando a funcionar como um portal de utilidades com vários prestadores de serviço operando sob um mesmo guarda-chuva. Com isso, poderão concentrar esforços em suas fortalezas, deixando nas mãos de parceiros serviços que não são tão bons.

E para quem me pergunta se cédulas e moedas continuarão e existir, recomendo o exercício do desapego. Produzir dinheiro é caro, manter dinheiro é caro e as alternativas que se apresentam indicam que logo deixarão de existir.

Os serviços jurídicos serão prestados de maneira mais objetiva e dinâmica. Não haverá lugar para falta de objetividade. Os escritórios serão obrigados a ter estruturas que se adaptem às mudanças da sociedade de forma ágil. Grandes firmas de advocacia serão responsáveis pelo trabalho de massa, cada vez mais informatizado e padronizado. Outras, menores, deverão se concentrar em serviços especializados para clientes dispostos a pagar por criatividade e imaginação, notadamente responsáveis pela transformação econômica. O trabalho remoto será a tônica em razão dos avanços tecnológicos e do elevado custo de instalações físicas. Os integrantes dos escritórios grandes serão jovens e a aposentadoria deverá ocorrer na faixa dos 50 a 55 anos, pois a rotatividade será rápida com o ingresso de profissionais cada vez mais qualificados no mercado. O ensino jurídico será melhor, mais conectado à realidade e ministrado de forma menos teórica.

Com o avanço do uso dos dispositivos móveis, das redes sociais e dos sistemas de armazenagem e pesquisa de dados, vamos investir cada vez mais em tecnologias e sistemas informatizados para servir melhor nossos clientes. Para nos mantermos necessários, ampliaremos o compartilhamento das nossas experiências diárias em um ritmo mais intenso do que já temos feito. Para enfrentarmos a fase da economia compartilhada, investiremos mais em medidas que aproximem os sócios, consultores e demais integrantes, gerando mais confiança e respeito para a cooperação em benefício dos clientes. Também vamos nos expor mais, interna e externamente, de forma eficiente, para que nossas qualidades e valores sejam sempre percebidos.

A tecnologia aumentará nossa produtividade, nos deixando ainda mais conectados. Por outro lado criará novos tipos de concorrentes. Precisaremos nos especializar ainda mais para entregar um aconselhamento de altíssimo nível aos nossos clientes. O ambiente de trabalho será diferente. Relações hierárquicas horizontais criarão espaço para maior troca de ideias e inovações.

Quando se pensa no Escritório nos próximos 75 anos, um dos principais aspectos que me faz refletir é a questão do Conhecimento.

Conhecimento é um dos principais fatores que nos moveram até aqui, na essência. Conhecimento é o atributo pelo qual somos conhecidos, e que serve de pilar para os outros atributos de suporte e de sustentação, como a ética, a comunicação assertiva, o engajamento no caso, a honestidade no trato com os clientes e com seus pares, entre outros. Todos esses são atributos que marcam e sustentam a nossa cultura. Mas não pretendo tratar de todos eles, apenas do Conhecimento.

Nos últimos 75 anos, passamos de uma gestão do Conhecimento baseada no registro das experiências vividas e das análises realizadas em pastas que formavam a Biblioteca. Era talvez a parte mais rica da Biblioteca, pois sintetizavam o conhecimento da firma na resolução dos problemas. E me lembro de ficar horas lendo, com muita curiosidade, as cópias amarelas dos memorandos escritos por sócios tarimbados sobre casos resolvidos, questões debatidas, ou sob debate. Os memorandos de pesquisa eram muito importantes, mas aqueles que relatavam como os casos foram resolvidos, quais soluções encontradas para as situações fáticas específicas, eram os mais preciosos, pois registravam exatamente o propósito da firma, que não é ser uma casa de produção acadêmica (embora até possamos fazer nossas contribuições), mas sim de produção de conhecimento para resolução dos problemas concretos trazidos pelos clientes ou, em última análise, pela sociedade, no que se refere ao direito empresarial, amplamente considerado.

Obviamente, a tecnologia invadiu e mexeu com esse sistema de registro do conhecimento e das experiências. A produção é muito rápida, os casos são muitos e variados, e a própria feitura dos registros, errática. Mesmo que estivessem ali todos, a consulta a tais registros seria difícil, pois a dinâmica dos tempos atuais não permite mais as demoradas consultas feitas em pé na Biblioteca. Outros tempos, há muito tempo. Isso coloca certamente desafios para os próximos 75 anos.

O caminho que vejo é apropriar-nos cada mais, concretamente, do conceito de Conhecimento Tácito, ou seja, aquele que não foi obtido formalmente, de maneira sistematizada, por meio da formação clássica e pelos cursos de graduação e pós-graduação, mas sim construído como resultado das vivências e experiências ao longo de uma vida. Ao longo de seus primeiros 75 anos, o escritório construiu uma grande bagagem de Conhecimento Tácito. Creio que esse seja exatamente o nosso principal ativo. Dizem que o Conhecimento Tácito é a parte do conhecimento que fica abaixo da linha d`água, fosse ele um iceberg. A metáfora é válida. É aquele tipo de conhecimento que somente se consegue obter perscrutando, inquirindo, perguntando, para que o interlocutor que detém a experiência vivida tida como rara, especial, possa compartilhá-la à luz dos fatos em questão, com as nuances e diferenças a serem consideradas.

O Conhecimento Tácito do escritório é formado não somente pelo conhecimento tácito de cada um dos seus integrantes, mas também pela soma de experiências e memórias vivenciadas em conjunto, em tantos casos. As mais brilhantes e adequadas sacadas, ou epifanias, aconteceram certamente na conjugação das diferentes expertises. Aí nos diferenciamos, aí crescemos. Portanto, a questão é como continuar extraindo, retirando, obtendo o melhor que o conjunto do grupo dos integrantes de Pinheiro Neto pode oferecer, em termos de agregado de conhecimento tácito, para solução dos tão complexos assuntos a nós confiados? Não tenho dúvida que a solução estará em maior cooperação e na maior interação entre os integrantes.

Os próximos 75 anos serão marcados menos pelo brilhantismo de um advogado, e mais pela força do grupo, pois o conhecimento, nos dias atuais, já não pode mais ser monopolizado, seja pela quantidade, seja pela especialidade das matérias. O grau de aprofundamento das diversas especializações surgidas desde principalmente os anos 90 foi avassalador. Como ninguém saberá tudo, os especialistas em direito empresarial precisarão interagir com os de antitruste, que precisarão entender as questões de direito ambiental, que dependerão dos conceitos de direito financeiro, que não poderão prescindir do direito tributário, gerando a necessidade de criação de redes permanentes de compartilhamento de conhecimento. Isso deverá ser feito não apenas para os casos concretos. Mais fóruns dentro da firma precisarão ser incentivados, espaços de interação e de convívio promovidos, para permitir maior espontaneidade nas trocas de conhecimento, para que as soluções não dependam da necessidade apenas na instância do caso concreto, mas possam se dar a qualquer tempo.

Repensar os espaços para isso. Repensar as equipes. Repensar as reuniões. Ainda mais participação, mais debate, mais multidisciplinariedade, mais interação, mais cooperação.

O futuro dirá, mas essas são algumas reflexões para tentarmos manter viva, pelos próximos 75 anos, essa joia, o Conhecimento Tácito da firma, um dos principais atributos de sustentação de Pinheiro Neto Advogados.

Não me atrevo a prever como será o nosso espaço físico, ou sequer se teremos um espaço físico. Acho que as mudanças que a tecnologia trará serão tão profundas que também é praticamente impossível prevermos como se dará o exercício da nossa profissão. Tenho, porém, duas convicções inabaláveis: o Brasil será, definitiva e inexoravelmente, um grande protagonista no cenário mundial; e Pinheiro Neto continuará sendo o melhor escritório do Brasil (e um dos melhores do mundo), desde que continue mantendo sua política de investir e acreditar nas melhores pessoas, reforçando a crença nos valores que nos guiaram até hoje.

Estimulamos nosso time a olhar além e pensar
o que mudará nos próximos 75 anos – no Direito,
na advocacia, no ambiente de negócios, etc.
Selecionamos 75 pensamentos e convidamos
você a navegar por essas ideias.

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  • RENÊ G. S. MEDRADO CLONE
    RENÊ G. S. MEDRADO CLONE Sócio Conosco desde 1995
  • ALEXANDRE BERTOLDI CLONE
    ALEXANDRE BERTOLDI CLONE Conosco desde
  • JORGE N. F. LOPES JUNIOR
    JORGE N. F. LOPES JUNIOR Sócio Conosco desde 2000
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    MAURO BERENHOLC Sócio Conosco desde 2000
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    MÁRCIA L. B. GIRALDO Finanças Conosco desde 2001
  • MARÍLIA DE CARA
    MARÍLIA DE CARA Associada Conosco desde 2004
  • RODRIGO PERSONE P. CAMARGO
    RODRIGO PERSONE P. CAMARGO Sócio Conosco desde 1996
  • ANTONIO MARTINS
    ANTONIO MARTINS Paralegal Conosco desde 1990
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    CARLOS HENRIQUE TRANJAN BECHARA Sócio Conosco desde 1990
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    JOÃO MARCELO PACHECO Sócio Conosco desde 1998
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    CAIO FERREIRA SILVA Sócio Conosco desde 2001
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    LIGIA SAFRA Associada Conosco desde 2011
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    TÉRCIO CHIAVASSA Sócio Conosco desde 1993
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    BEATRIZ ARAUJO PYRRHO Associada Conosco desde 2014
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    DIÓGENES GONÇALVES Sócio Conosco desde 1992
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    JOSÉ LUIZ HOMEM DE MELLO Sócio Conosco desde 1992
  • FERNANDO MIRANDEZ DEL NERO GOMES
    FERNANDO MIRANDEZ DEL NERO GOMES Sócio Conosco desde 2002
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    RICARDO BINNIE Associado Conosco desde 2003
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    ANDRESSA BENEDETTI Associada Conosco desde 2015
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    FRANCO MUSETTI GROTTI Sócio Conosco desde 1995
  • JOSÉ CARLOS JUNQUEIRA SAMPAIO MEIRELLES
    JOSÉ CARLOS JUNQUEIRA SAMPAIO MEIRELLES Sócio Conosco desde 1984
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    PEDRO PAULO BARRADAS BARATA Sócio Conosco desde 2000
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    MARCELLO BERNARDES Sócio Conosco desde 1984
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    TATIANA DRATOVSKY SISTER Associada Conosco desde 2002
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    SÉRGIO AUGUSTO GODINES Recursos Humanos Conosco desde 1997
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    LUCIANA MAYUMI SAKAMOTO Associada Conosco desde 2006
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    VICTOR MACENA Estagiário Conosco desde 2016
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    RAPHAEL DE CUNTO Sócio Conosco desde 1984
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    ANNA THEREZA MONTEIRO DE BARROS Sócia Conosco desde 1994
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    FERNANDO ZORZO Sócio Conosco desde 1998
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    ANTONIO MORELLO Sócio Conosco desde 1986
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    KAREN SCHIAVON Associada Conosco desde 2000
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    MARGARETE BUZO Secretária Conosco desde 2001
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    ROSELIANE ANDRADE Tecnologia da Informação Conosco desde 2010
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    CRISTIANNE ZARZUR Sócia Conosco desde 1992
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    LUCIANO GARCIA ROSSI Sócio Conosco desde 1991
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    RODRIGO MARTONE Sócio Conosco desde 1999
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    MARCOS CHAVES LADEIRA Sócio Conosco desde 1985
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    JOSÉ MAURO MACHADO Sócio Conosco desde 1997
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    MARCELO AVANCINI NETO Sócio Conosco desde 1983
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    TIAGO MOREIRA VIEIRA ROCHA Associado Conosco desde 2005
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    NATASHA GOLIK Recursos Humanos Conosco desde 2015
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    MARIA APARECIDA ELIAS DA SILVA Finanças Conosco desde 2014
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    FRANCISCO WERNECK MARANHÃO Sócio Conosco desde 1996
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    ANTONIO JOSÉ L.C. MONTEIRO Sócio Conosco desde 1979
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    GABRIELLA COCIOLITO GARCIA Associada Conosco desde 2013
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    IVAN THIBES Paralegal Conosco desde 1994
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    GABRIELA CAVAZANI Associada Conosco desde 2012
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    MARCELO MARQUES RONCAGLIA Sócio Conosco desde 1995
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    MARCELLO LOBO Sócio Conosco desde 1998
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    ALEXANDRE OUTEDA JORGE Sócio Conosco desde 1997
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    JOÃO LUÍS A. DE MEDEIROS Sócio Conosco desde 1984
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    EDUARDO CARVALHO CAIUBY Sócio Conosco desde 1988
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    LUCIANA ROSANOVA GALHARDO Sócia Conosco desde 1989
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    TIAGO THEMUDO LESSA Sócio Conosco desde 1997
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    ADRIANO DRUMMOND CANÇADO TRINDADE Consultor Conosco desde 1995
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    THAÍS FONTES DRUMOND Associada Conosco desde 2013
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    LUANA MAGALHÃES POLÓNIA Secretária Conosco desde 2017
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    EDUARDO PAOLIELLO Sócio Conosco desde 2000
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    LUCAS SIMÃO Associado Conosco desde 2004
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    JANAINA CAMPOS MESQUITA VAZ Associada Conosco desde 2012
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    LUIZ FERNANDO PAIVA Sócio Conosco desde 1990
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    HENRY SZTUTMAN Sócio Conosco desde 1990
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    GIANCARLO MATARAZZO Sócio Conosco desde 1997
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    FERNANDO ALVES MEIRA Sócio Conosco desde 1989
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    MARCELO VIVEIROS DE MOURA Sócio Conosco desde 1985
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    ANGELA KUNG Sócia Conosco desde 1989
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    RODRIGO DE MAGALHÃES CARNEIRO DE OLIVEIRA Sócio Conosco desde 1982
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    ANDRÉ VIVAN DE SOUZA Sócio Conosco desde 2000
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    GUILHERME LEITE Sócio Conosco desde 1994
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    SÉRGIO FARINA FILHO Sócio Conosco desde 1981
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    BRUNO BALDUCCINI Sócio Conosco desde 1991
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    FERNANDO RUIZ DE ALMEIDA PRADO Sócio Conosco desde 1986
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    Leonardo Rocha e Silva Sócio Conosco desde 1994
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    GUILHERME SAMPAIO MONTEIRO Sócio Conosco desde 2001
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    RENÊ G. S. MEDRADO Sócio Conosco desde 1995
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    ALEXANDRE BERTOLDI Sócio gestor Conosco desde 1982
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    JORGE N. F. LOPES JUNIOR CLONE Sócio Conosco desde 2000
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    MAURO BERENHOLC CLONE Associada Conosco desde 2004

visões de futuro

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Estamos prontos Para os próximos 75 anos